A PORNOGRAFIA

Não há nada mais chato que a pornografia. Meu limite é 10 minutos. Logo me cansa e entedia aquela repetição de atos, corpos e rostos sempre iguais. Se voce deseja excitação, irá se iludir com o cardápio pornô que promete variedade mas que na verdade é sempre mais do mesmo. Nada é menos erótico que a falta de criatividade. Nada menso excitante que a ausência de surpresa. Por isso procuro, e não acho, algo que traga narrativa, história, surpresa, o suspense do sexo. Mas não é isso que o consumidor de pornografia típico quer. Ele deseja mais do mesmo. --------------- Então é daí que nasce o vício. O viciado em pornografia, como o viciado em alcool ou jogo, finge desejar a quebra da rotina da vida, mas na verdade ele procura o anestesiamento, a completa ausência do inesperado, do novo. Há na pornografia a repetição infindável da rotina, e assim, penso, a mente e o desejo do adicto se livram do pavor do risco e do inesperado. Esse pavor é tão grande que não admite risco-surpresa-quebra do óbvio, mesmo no universo virtual. A pornografia conforta aquele que quer mais do mesmo.