Mostrando postagens com marcador robert graves. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador robert graves. Mostrar todas as postagens
I, CLAUDIUS
Abaixo posto uma cena da série da BBC, I, CLAUDIUS, feita em 1976, ela é considerada por muitos, a melhor coisa já produzida na TV. Se voce tiver a paciência de assistir os 5 minutos, poderá perceber a magnífica presença de alguns dos maiores atores da ilha. Derek Jabobi faz Claudio. Enjoy.
MUNRO, HAMMETT, ZEN, GRAVES
É incrível como em seus contos, Alice Munro faz com que todos os homens pareçam alienígenas. Não são pessoas más, e nem tampouco boas, são antes seres distantes e inescrutáveis. Vencedora do Nobel de 2014, Munro está no mundo que nega Jane Austen com paixão. Austen tecia maravilhosos tetratos de homens tímidos, perdidos, tolos, havia uma tentativa sincera e muitas vezes bem sucedida, de retratar um homem com simpatia, empatia e compreensão. No universo árido de Munro, isso se foi. No mais, é aquela arte anti vital que se faz neste tempo de destruição. 90% de romances, poemas, filmes, pregam a tristeza como regra e a solidão como destino inescapável. Destruir a masculinidade criou uma raça de homens facilmente dominaveis e mulheres individualistas ficam perdidas na solidão sem rumo. Como voltaremos a ser livres? Não vejo como. ----------------- Leio também Red Harvest de Dashiel Hammett, onde um tira, por razões pessoais, tenta livrar uma cidade da corrupção que a domina. Estamos no mundo dos anos de 1930, e ao contrário de 2026, aqui se valoriza o indivíduo que realiza. O tira age por vingança pessoal. O estilo de Hammett está todo lá, seco e viril. ------------------- Mokusen Miyuki é um psicanlista japonês especialista em Jung e no Zen. A Doutrina da Flor de Ouro explica o confucionismo, o Taoísmo e o Zen. Tenho aversão pela filosofia oriental, ela é toda embrenhada na passividade e na interioridade, enquanto o ocidente sempre viveu no individualismo e na exterioridade. Basta lembrar que um cristão atinge a luz por suas obras e aqui, no Tao, a luz nasce na quietude a na indiferença. De qualquer modo, por detrás do meu mal estar, percebo a sabedoria de se sentir, se intuir a verdade dentro de si mesmo. O Tao seria a ponte que une o Eu ao inconsciente. ----------------- Começo agora a ler Eu, Claudius, uma biografia semi ficcional de Robert Graves, escrita em 1934. Para quem não sabe, Graves chegou a ter status de gênio em seu tempo e hoje é figura bem conhecida nos países de língua inglesa. Este livro é guia de obras que vieram depois, como aquelas de Yourcenar e Vidal. Parece muito bom.
Assinar:
Comentários (Atom)