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LIVROS E HISTÓRIAS SEM FIM
O primeiro é inesquecível. Eu abri o celofane transparente e senti o cheiro de tinta impressa. Um navio, um bote ao lado, e alguns piratas. Céu noturno. A Ilha do Tesouro, Robert Louis Stevenson. Hoje, 55 anos depois, tenho outro livro nas mãos. E lendo o que leio agora, tomo consciência de que este livro, em 2026, é consequência daquele, em 1971. Uma família composta de tios filosóficos, primos divertidos, trágicos avôs, e uma infinidade de agregados esquecidos. Teia de capas, de vozes, de afinidades. O que os une é a consciência de quem os lê. ------------ A História sem Fim, de Michael Ende, fala sobre isso, a narração que nunca termina, que passa de livro para livro, que nasce no chamado, apelo, do primeiro livro que surge, sedutor, à sua frente. Com esse primeiro, flui então a profusão de vozes e de gente, de lugares e de situações, de atos que repercutem, sem fim. É a maior invenção da história, essa de registrar em sinais aquilo que acontece, aquilo que se imagina, aquilo que se pensa. A maior ferramenta, o melhor brinquedo, o mais inescrutável segredo. O maior amor da minha vida? Talvez não, pois felizmente amores vivo outros. Porém é um amor que fala de amor, que explica amores, que registra nascimentos e mortes do amor. ------------ Naquele dia, fazia sol em 1971, na cozinha, lugar onde meu pai me deu o presente, uma história sem final começou.
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