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COOL STRUTTIN - SONNY CLARK

Cool Struttin de Sonny Clark, gravado em 1958 na Blue Note. Tem Art Farmer no trompete, Jackie McLean no sax e a dupla Paul Chambers e Philly Joe Jones no baixo e bateria. Elegante ao extremo, o disco inteiro é aula de cool. O piano de Clark é discreto, exato, nada em excesso. Farmer é um super pistonista e McLean um dos grandes do sax. Os sopros dominam o Lp. Chambers e Joe Jones eram da bande Miles Davis e Jones é meu batera favorito. Ele sacode. A palavra é essa, ele sacode. Cool Struttin é trilha sonora do tempo em que se podia fumar em paz, se matar em baforadas e beber como ato de existência. Tudo com swing. A capa, como acontece com todo acervo da Blue Note, é uma obra de arte. Apaga a luz e escute com alma livre.

sonny clark

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INTERPLAY - BILL EVANS

Bill Evans é o melhor pianista do jazz? Para muita gente ele é. Bud Powell, Thelonious, Count Basie, John Lewis, Dave Brubeck, Horace Silver, Art Tatum, tem uma infinidade de grandes pianistas em jazz. Bill Evans é o mais delicado, pensativo, discreto, bonito em sua pureza quase erudita. E ao mesmo tempo, ele tem beat, improvisa com facilidade e gosto, jamais exagera. É lírico. Foi ele quem tocou piano, impressionista, bem Debussy, no Kind of Blue de Miles e então a carreira de Evans deslanchou. Morreu jovem, em 1980. Este disco, perfeito, tem o piston quente de Freddie Hubbard, a guitarra deliciosa de Jim Hall, o baixo preciso de Percy Heath e esse baterista, meu favorito, de gênio, chamado Philly Joe Jones. Para quem não sabe, Jones tocou com Miles Davis de 1952 a 1957 e só não tocou toda a vida porque as datas de gravação nunca batiam. Miles disse que Jones foi seu batera favorito, e olha que ele teve um time perfeito de bateras vida afora. Philly Joe Jones tem um swing agressivo, usa os pratos de um modo exuberante e bate na caixa com decisão e velocidade. É viciante. Ele tocou em centenas de discos, e felizmente temos muito o que ouvir de suas baquetas. -------------------- Interplay, disco de 1962, tem uma coisa refinada, tão cool que chega a suavizar o verão. Mas sempre com muito emoção, muito balanço e a agressiva sensualidade do jazz verdadeiro. Um grande disco.