DAVID FRANKEL/ GRACE KELLY/ WOODY/ FREARS/ BETTE DAVIS

   TODOS DIZEM EU TE AMO de Woody Allen com Alan Alda, Julia Roberts, Goldie Hawn, Edward Norton, Tim Roth, Natalie Portman
É sempre um prazer ver esse povo dos filmes de Woody Allen. São intelectuais bem de vida, com suas casas bem decoradas, suas roupas confortáveis e seus dramas sob controle. É gostoso ver esse povo espelhar aquilo que a gente pensa ser. Este é dos que mais gosto. Lembro que em 1999, na tv, ele me ajudou a superar uma grande dor de cotovelo. O filme tem belas cenas em Paris e Veneza. O elenco é deslumbrante. E eles cantam!!! As canções são ótimas. E no fim, em reveillon, eles cantam Hooray For Captain Spaulding, bela homenagem aos irmãos Marx. Nota 8.
   UM DIVÃ PARA DOIS ( HOPE SPRINGS ) de David Frankel com Meryl Streep, Tommy Lee Jones e Steve Carell.
O povo da Folha adorou este filme. Eu achei chato de doer! Frankel faz carreira sólida com filmes tipo nada. Fez o Prada, o Marley e agora este. Seu estilo é nojento, taca música pop em toda cena. O cara tá andando no mercado e lá vem vozinha com piano; o cara tá dirigindo e tome voz e violão...um saco! Usar música pop em filme adianta quando o diretor entende que a música é secundária, ela comenta, não carrega a cena nas costas. Ah, o filme fala de um casal de meia idade que não transa mais. Todo o filme são sessões de terapia. Meryl faz caricatura, está nada bem. Tommy está excelente, a hora em que ele se abre é a única cena boa do filme. Típico filme que tenta ser sério e adulto. Erra. Todo adolescente pensa que ser adulto é ser chato e triste. Frankel é um adolescente. Nota 1.
   OS GALHOFEIROS de Victor Heerman com Groucho, Chico, Harpo, Zeppo e mais Lilian Roth
Groucho é anunciado como o grande Capitão Spaulding. Sua entrada é digna do melhor de Bugs Bunny. Adoro este filme caótico! É o segundo da turma, e tem de bônus a adorável Lilian Roth. História? Tem alguma coisa a ver com roubo de pintura. Talvez seja meu filme favorito dos irmãos. Nota DEZ.
   O DOBRO OU NADA de Stephen Frears com Bruce Willis, Rebecca Hall, Catherine Zeta-Jones
Não dá pra dizer que Frears está em decadência, afinal, recentemente ele fez o ótimo A Rainha. Em seu crédito temos ainda Alta Fidelidade, Ligações Perigosas, Os Imorais, Minha Adorável Lavanderia; e meu favorito, The Hit. Mas neste seu mais recente filme, não sei se passou aqui este ano, ele erra feio. O filme não é ruim, é desinteressante. Fala de uma stripper que passa a trabalhar com um agenciador de jogatina. O filme não chega a irritar, Frears sabe dar ritmo, mas nenhum dos personagens importa. São mal escritos. O roteiro é muito, muito ruim. Bruce faz o seu tipo número dois, o "brega meio doido", Zeta-Jones está com um rosto irreconhecível e Hall, filha do grande Peter Hall, um dos maiores do teatro inglês, mostra ser muito boa atriz, mas pouco tem a fazer. O filme é vazio. Nota 2.
   UM BARCO PARA A ÍNDIA de Ingmar Bergman
É o terceiro filme do mestre, de 1947, tempo em que ele ainda aprendia. Bons tempos, um diretor novato podia aprender-fazendo. Bergman só encontrou seu estilo no sétimo filme. Mas aqui já está em semente todo o futuro do estilo Bergman de cinema: mar,  isolamento, conflito com pai, sexo. Neste filme, que em seu tempo jamais poderia ser feito em Hollywood, temos um filho que apanha e bate no pai, esse pai traz a amante para morar com a familia, o filho a rouba do pai. O filme é forte e lembra os amados filmes do realismo poético francês, filmes de Carné, de Vigo, que Ingmar via muito então. Sinto que ninguém sabe filmar praias como ele. Visualmente o filme é primoroso. Nota 7.
   O QUE TERÁ ACONTECIDO A BABY JANE? de Robert Aldrich com Bette Davis, Joan Crawford e Victor Buono
Foi um imenso sucesso nos anos 60, e nos 70 passava muito na tv. Causou um choque em seu lançamento por seu mal-gosto. Hoje parece até elegante. Bette é irmã de Joan. Joan está presa a uma cadeira de rodas. Bette tortura Joan. Motivo? Joan fazia sucesso no cinema dos anos 30, Bette não. O filme é brilhante. Ficamos duas horas presos num misto de horror e admiração, prazer e medo. Aldrich, que logo depois faria a obra-prima The Dirty Dozen, faz miséria. O filme tem ritmo, tem ousadia e um humor hiper negro delicioso. Mas devemos dar vivas a grande, grande, grande Bette Davis. Mal maquiada, velha, suja, ela assusta com sua voz rouca, seu modo bêbado de andar, seus olhos esbugalhados. E melhor, percebemos o quanto ela se diverte em fazer aquilo. É um desempenho fascinante. Se Kate Hepburn foi a única a lhe fazer frente, devo dizer que Kate não conseguia fazer esses tipos tão vulgares. Tudo em Kate parece sempre "alta-classe", mesmo ao fazer gente pobre. Bette não, talvez por não ter a origem "nobre" de Kate, ela fazia mendigas, bebadas e prostitutas como ninguém. Este filme fica com voce. Repercute. Nota 9.
   O CISNE de Charles Vidor com Grace Kelly, Alec Guiness e Louis Jourdan
Na curta carreira de Kelly, este é de seus piores filmes. Em 1910, a mãe de Grace, tenta casa-la com o herdeiro da coroa. Filmado em belo palácio, claro que o filme é bom de se ver. Mas a história é chata, aborrecida, sem nenhuma atração. Guiness está ótimo. E Grace Kelly foi dentre as belas a mais bela das atrizes. Mas...o que fazer com roteiro tão perdido? Nota 2.

UM SÉCULO DE BOA VIDA- JORGE GUINLE

   Jorge Guinle foi o último playboy brasileiro. Hoje não existem playboys. Porque? Porque o "fazer algo de útil" tomou conta de todo mundo. O verdadeiro playboy gasta dinheiro. E não trabalha nunca. Nem faz aplicações, negócios, especulações etc. Ele gasta e jamais sabe quanto tem ou de onde virá o dinheiro. Recebe grana do banco, dos pais, cai em sua conta. E ele gasta, tudo. Em diversão. Sem se preocupar. Isso é ser playboy. Segundo Jorginho, hoje talvez só os principes árabes tenham cacife pra ser assim. Mas eles se divertem pouco.
   Jorge Guinle jamais trabalhou. Nem um dia de sua vida. Os Guinle tinham vários negócios, principalmente imóveis no Rio, mas a fonte maior era o porto de Santos. Eles eram donos do porto. De cada 5 cafés que se tomava no mundo, 3 pagavam tributo aos Guinle. Mas Jorge nunca teve muito. O dinheiro era da familia, ele recebia mesada. Em valor de hoje, "apenas" 100 mil por mês. Menos que qualquer jogador de futebol conhecido. Mas com um detalhe: esses 100 mil eram apenas para diversão. Todas as contas "sérias" eram pagas, assim como ele ia a restaurantes e clubes de graça. Tinha um dos Rolls Royce da familia, passagens de avião, roupas. Basicamente os 100 mil eram para taxi.
   O livro tem fotos. A mais bonita é da casa onde ele nasceu. Uma mansão gigantesca em Botafogo. Depois ela se tornou embaixada da Argentina. Quem mora em SP, passe na Avenida Nove de Julho e olhe a Casa da Marinha. É muito parecida. Coisa de 22 empregados. A chácara Gromari, onde a seleção treina em Teresópolis, também era da familia. Dois milhões de metros quadrados.
   Jorge estudou no College de France. Sua primeira lingua foi o francês. O College é a melhor escola francesa. É aquela faculdade, da qual já falei, sonho de todo professor da USP. Paga o melhor salário do mundo, e seus mestres dão apenas uma aula por ano. Sobre o tema que escolher. Lá, Guinle estudou filosofia. E se formou na cadeira de Bergson. Sua filosofia não é bergsoniana, é William James com Russell, o tipico materialismo do começo do século XX. Jorginho fala do que pensa: Não existe um Eu. Nem um Ego. Crer no Inconsciente é crer em mitologia. O eu é a soma de experiências. Qaunto mais vivência, mais eu voce tem. Fora disso não há nada. Tudo no cérebro é mecãnico, não há nada de oculto, simbólico ou inconsciente. Pensamos o que provamos. Fora de nós o que há é matéria. Sem a matéria nada há. Infinito é algo impossível. Tudo tem um fim. A matéria é finita, experimentável e temporal. Fora da matéria, o nada. Não existe uma função da vida, um porque. O que há é a matéria sendo provada por nós. Nosso Eu, uma ficção, é um conjunto de lembranças e de aprendizados.
   Jorge Guinle fala ainda de pintura, tema que ele conhece. Mas sua paixão é outra, mulheres. Ele fala de suas namoradas, a maioria atrizes americanas. Ele conheceu Hollywood em seu auge, conviveu com produtores, atores e as belas mulheres. Nada do que ele conta é muito apimentado, gentleman, ele mantém uma certa discrição. Boas as histórias com Erroll Flynn. Voce pode estar pensando: "Como esse brasileiro conseguia ser recebido por tanta gente top?" A resposta é: Copacabana Palace. O Rio da época, ainda com cassinos, era um tipo de Bahamas de hoje, uma pacifica ilha tropical, um oásis que todos queriam conhecer. Guinle hospedava essas estrelas, o Copacabana era dos Guinle.  O Rio, cidade calma, sem crimes, os enfeitiçava. Sofia Loren, Kim Novak, Rita Hayworth, Cary Grant, Jayne Mansfield, Gina Lollobrigida, Ava Gardner, David Niven, Ginger Rogers...
   O que mais me deliciou são as comparações do que era ser rico em 1930, e do que é ser rico hoje ( 1997 ).  Os ricos simplesmente não se misturavam em 1930. As familias ricas de Filadélfia e Boston não aceitavam os ricos de New York, pois New York era cidade de novos ricos. Os Rockefeller, por exemplo, por mais que gastassem, não eram aceitos pelos Vanderbilt, ricos bostonianos de 200 anos.  Mas era na Europa que estava o verdadeiro luxo. Jantares onde era obrigatório ter um mordomo para cada dois convidados. Trocava-se de roupa três vezes por dia: roupa da manhã, da tarde e do jantar ( sempre o dinner-jacket, que sabe-se lá porque, chamamos de smoking ). Pratos de ouro puro, pesados, jóias que se podia usar na rua ( no Rio as mulheres iam passear em Copacabana com diamantes... Mal comparando, lembrei que em 1972  minha mãe ia visitar sua prima na Nove de Julho com colares de ouro grossos... ). Um tempo de imensa segurança, tempo que não volta. Nunca.
  Mas não pense em alienação. Guinle se diz de esquerda. Ele ama o luxo, mas quer esse luxo para todos. Sabe o que é a injustiça, mas sabe também que o modelo socialista nunca dará certo. Porque o homem quer mais, quer poder ter.
   Livro excelente para se ler a beira da piscina, um anti-Caras, anti-celebridades, Jorge Guinle nos conquista por sua inocência.
   PS: O livro expõe algo que eu já suspeitava: O homem que se dá melhor com as mulheres é aquele que as ama integralmente, sem medo.
   Já me ia esquecendo!!! O jazz é outro grande amor de Jorge. Ele dividiu mesa de bar com Billie Holiday, Dizzy Gillespie, Charlie Parker. Esteve no Cotton Club em seu auge, viu o bop nascer. Tá tudo no livro. Quem quiser saber mais sobre jazz tem prato cheio.

Poor Boy - Lomax Prison Recording



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NUMA MESA DE BAR

   Blind Willie Johnson. Wim Wenders realizou um dos mais impactantes clips da história. Ele imaginou como seria um clip de WJ, se no tempo de WJ houvesse uma MTV. E eu falo: se existisse WW em 1920.
   Pessoas brancas não passam impunes pelo blues. Isso eu converso num bar, quase drunk, com amigos que sabem o que o blues é. O clip é de uma beleza aterradora.
   Son House é o ídolo de Jack White. JW não passou impune.
   Não era pra ser assim. O blues era pra ter ficado no gueto. Era pra ter morrido. Mas por ser de verdade ele é imortal. Voce sabe baby, tudo o que é de verdade é pra sempre.
   Se engane não. Nada disso é criação do tal mercado. Quando o rock estourou o mercado queria Chubby Cheker, Pat Boone, Brenda Lee. E o Elvis mansinho. Não era pra ter acontecido Little Richard.
   Se engane não. Era pra ter acontecido apenas Hermans Hermits. Dave Clark Five. E Beatles. Não era pra um bando de ingleses toscos se apaixonarem por Muddy e Bo e Hooker. Mas era isso, era blue.
   Na mesa do bar eu conto que uma garrafa de gim é mais perigosa em casa que uma 38 na rua. Me dizem que falei uma frase de blues. Ora, faz tempo que sei que mulheres são invenções do diabo que nos levam pro céu. Ou criações divinas que nos exibem o inferno. Faz tempo que sei o que é acordar e não saber pra onde ir. Repito desde sempre a muito blue frase de Keith: Quando morrer irei pro céu porque passei a vida in hell...Ele é o branco mais blue do mundo baby.
   O melhor na música são esses acidentes. Coisas que não era pra ter sido, mas é. E que têem de engolir. E então ficam tentando pasteurizar e domar. A coisa fica viva. De verdade. Um bando de negros caipiras moldou a alma de caras como eu. E a sua. E a de Wim, Scorsese....etc. Do interiror do interior para SP 2012: um milagre baby, um milagre. Deus existe, veja-O no clip de Poor Boy...Amém.

WHITMAN, O WALT PRIMEIRO

   Aprendi a ler poesia com Whitman. Até então, eu lia poemas como se lesse prosa. Com o mesmo tempo, o mesmo ritmo. Whitman me ensinou o tempo e o ritmo da leitura da poesia. Tempo poético. E então eu me encantei com seu ego. Tudo nele é ele e ele está em tudo. O poeta canta a América, a América é ele.
   Walt Whitman é masturbatório, e sim, alguns poemas são descrições cifradas da masturbação. A geografia do amor é a geografia de seu próprio corpo. Como ele fala, ele se basta.
   Nosso tempo nasceu não na primeira guerra mundial, ele nasce na construção da América e a América nasce na guerra civil. É a primeira guerra moderna, a primeira com jornalistas, metralhadora, tanques, máquinas; e ainda hoje há quem diga ter sido a pior. Walt estava lá, enfermeiro, viu a morte de perto e cantou. Soube ver o renascimento na dor.
   Seu estilo é o do pregador. O poeta sobe ao púlpito e prega aos crentes. Crentes que são americanos, de todas as Américas.
   A Europa jamais poderia ter um Whitman. Ele precisa de espaço, de virgindade, de começos. A Europa é pequena, é velha, está viciada.
   Wordsworth é a Inglaterra e Goethe a Alemanha. Dante é o mundo latino e Petrarca é a Itália. Pois Whitman é os EUA. Ele fala de um presente eterno, ele olha o futuro, ele deixa o passado. Ama o movimento, o ir-se, o individualismo, a coragem, a comunhão. Acima de tudo, ele se ama. Ele olha para si-mesmo e cai de paixão. Mas jamais uma paixão sofrida, ele a goza. Da folha de grama ao soldado que passa, tudo lhe é irmão, e tudo ele ama.
   Whitman teve uma visão e passou a vida inteira descrevendo-a. Reescrevia sua obra sem cessar. Mas desde 1855 sua palavra se afirmara. Um canto a si-mesmo que era um canto a todas as Américas. Todas as terras onde vivessem homens que amassem a democracia, onde as mulheres andassem a cavalo e soubessem atirar, onde os seres fossem camaradas. Onde os horizontes não tivessem fim.
   Os EUA acreditaram em Whitman até 1949. Depois disso, apenas beats e hippies e hoje os ecológicos tentaram manter viva a voz do poeta. Até pouco depois da segunda-guerra voce percebe em filmes e discos e livros americanos a voz de Whitman. A confiança absoluta na vida americana. Mas a partir da guerra da Coréia, da caça aos comunistas, voce começa a notar um desencanto, uma farsa, a América deixa de ser a terra do agora e do porvir e se torna a terra do medo e da nostalgia. Walt Disney e sua fantasia é o Walt desde então. Distração e diversão.
   Os homens que Whitman amou, os simples homens que sabiam atirar e plantar e caçar e domar e amar, esses se foram. As simples mulheres de Whitman, aquelas que eram como cavalos, essas se foram. A América endeusa esses homens e mulheres, porque sabe que eles jamais voltarão. E canta esses heróis no blues, no country, e nos westerns. O individuo que faz parte, o original que é nós-mesmos, o americano.
   Whitman me ensinou a ser eu-mesmo. A olhar o caminho e a cantar. Não é mais meu poeta favorito, mas a ele devo a entrada da poesia em minha vida. Viva Walt!

Jeeves &Wooster S01E03 Part 1/6 ...HUGH LAURIE FAZENDO WOOSTER!!!! QUE MARAVILHA!!!!



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SEM DRAMAS, JEEVES - P.G. WODEHOUSE

   Bertram Wooster...Que personagem maravilhoso! È ele o narrador das 19 aventuras dele e de seu mordomo Jeeves. Wodehouse com esses livros se tornou um superstar e veio a ser eleito o maior humorista inglês do século. Wodehouse teve tempo, viveu 95 anos.
   Voce ouve falar de mordomo e senhor, livro inglês do século XX e deve pensar: Livro policial!!! Não, não é, nem perto disso na verdade. Wooster é um tipo de sátira a alta classe inglesa. Desocupado, burro, com um pensamento bem limitado, ele passa seus dias indo ao clube beber, comprando roupas e visitando seus parentes. Parentes que são tão inuteis e esquisitos como Wooster.
   Então o que move seus livros? Na verdade o que importa é ler seus ridiculos pensamentos, o modo como ele se enrola em teorias pseudo-espertas. A maneira como Wooster vê os outros e vê a si-mesmo. Se há um fio condutor, neste, e bem tênue, o que move é Wooster tentando salvar o casamento de uma prima e ao mesmo tempo procurando fugir de um compromisso. Apenas isso. Mas por Deus!, como ele se enrola!
   Jeeves, o mordomo, aparece pouco e tem tudo que um mordomo deve ter: É quase invisível. Quando a coisa aperta, Jeeves vem e resolve tudo. Seu dom? Ele é a única pessoas a pensar com praticidade. Não por acaso, é o único plebeu.
   Wodehouse cria dezenas de personagens hilários. Tio Basset, Madeline Basset ( uma bela gozação a meninas poéticas ), Fink-Nottle, Spode, o cão Bartolomiau, Stiffy, Emerald Stoker...Uma galeria de tipos irritantes, exagerados, exigentes e engraçados. Todos vivendo em seu limitadíssimo mundinho de Martinis, Whiskys, jantares, pic nics e casamentos. Em suas casas de lambris e de pedra, com seus mordomos que mordomeiam e que, ao contrário do que pensamos, NUNCA falam como Laurence Olivier. A aristocracia inglesa fala, como já dizia Paulo Francis, por girias, por frases feitas e com montes de erros de gramática. É essa a lingua do livro, uma saborosa mistura de ofensas, pedaços de ditados e de agressiva difamação. Explêndido!
   Que eu saiba só 3 livros de Wodehouse foram traduzidos. Todos em 2004. Corra e compre.

TV

   Ok eu confesso! Adoro o canal Fox-Life. Veja bem, eu não tenho saco pra ver ficção na Tv. Se quero ver drama ou comédia pego um dos meus dvds e assisto. Às vezes tem algum documentário legal na Cultura ou no NatGeo. Mas em geral a coisa é terrível ( já falo do Fox... ).
   Assisto Tv entre 22 e duas da manhã. Fico zappeando, tento topar com algo que me faça parar. O que? Não suporto novelas, evito telejornais. Clips me entediam atualmente. Corro sobre os desenhos ( alguns parecem legais, mas parei na época do Pinky e Cérebro ). Sportv só vale em tempo de futebol. NBA e American Football eu adoro, às vezes vejo na ESPN. Os canais Globo são de matar!!! Nada pode ser pior que o Manhattan Connection sem Francis e Nelson Motta. Ficaram os piores. E tem uns jovens magrinhos que falam com sotaque! Afff... Fora isso, tem um monte de programas espertíssimos sobre moda e sobre moda e sobre moda. Fora aqueles sobre viagens em que o ego do cara aparece mais que o lugar onde se vai. Socorro! Sergio Mallandro é legal, mas passa tão pouco...Quero mais ié ié!!!Há!
   Sony, TNT e etc pra mim não existem. Estão fora do meu mundo. Quando passo noto sempre o mesmo: big closes em rostos de plástico. Cenários escurinhos e aquele ambiente de confessionário-antro-de-pecados-e-dores. Eita povinho masoquista!!!
   É engraçado ver os canais internacionais. Em dez minutos voce aprende muito sobre o país. Gosto de ver a NHK e relaxar. Os japoneses continuam os mesmos, falam baixinho e sempre exclamam um "Oh" e um  "Ah" entre as frases. Sempre tem matéria sobre cerejeiras, sobre peixe e sobre o Monte Fuji. Que país!!!
Na RAI em dez minutos voce vai se deparar com uma mulher de peitos grandes e um gordinho com a barba por fazer. O tempo todo tem algum programa de auditório onde se grita e se ri alto. Juro que na Tv da Alemanha sempre está tendo alguma coisa sobre ciência. Seja agricultura, quimica, fisica ou arqueologia, sempre o saber está envolvido. Téeedio alemão. Risos nunca vi. A Tv da França é um kaos. Falam, falam e falam. E depois metem um clip do nada e entra um filme hiper chato. E tem a RTP, a Tv da Terrinha. É a cara de Portugal. Tudo tão pequeno, tão simplesinho. E sempre com alguma cançãozita tristinha, alguma mãezinha a falar...
   Tento Ronnie Von, mas o "grand chef de cuisine" Zé das Silvas já se foi. Então vou pro Fox Life e lá fico.
   TV é folia, Tv é escapismo, é eletrodoméstico de relax. A Fox é ótima!
   Vejo um programa em que oito caras têm de decorar cada um seu cômodo. Alguns fazem coisas pavorosas. Em outro programa, Antonio decora casas em estilo RocknRoll. Muito divertido! Tem ainda o Million Dollar, em que decoradores fazem transformações em casas decadentes. Show de bola! E juro que não estou sendo irônico. A edição é tão rápida e os caras tão carismáticos que a coisa funciona.
    Tem um programa em que são mostrados os melhores quiosques de rua da América. Tem um outro em que dois chefs disputam um prêmio. Programas em que gente compra casa, acompanhamos o corretor. E tem os clássicos da Fox, os dois programas que primeiro descobri, isso dois anos atrás: Man vs Food e Kitchens Nightmare. Gordon Ramsey tenta salvar restaurantes quase falidos e Adam Richman prova pratos gigantes em cidades dos USA. Ele chega a comer quatro quilos de bifes em meia hora. Com bom-humor sempre. São programas que me divertem, e que nada têm de pretensioso ou de estúpido. São o que são, o lado leve da vida. Sem apelações e sem sacanagens.
    PS: Não pense que sou um xiita. Já fui fã de Seinfeld e de Frasier, de Mad About You e de Will and Grace. E acabo de ver Três, sim, Três box de Columbo. E mais um de Kojak. Ou seja, eu tenho uma antiga e forte ligação com tv. E sem culpa. Vejo às vezes A Praça é Nossa e Chaves. Mas a Tv tem estado chatinha, presa, ordinária. Hora de virar o disco, de mudar o penteado, de refazer. A Tv parou em 1993, congelamos nas novidades da HBO e nas séries da Sony/Warner. Na TV Aberta, paramos na época do escracho e das séries respeitáveis da Globo. Saturou. Ninguém merece mais MTV, mais Casseta e Planeta. E nem vou citar os execráveis Pânico e Lu Gimenez. Argh! A coisa tá tão ruim, que Domingo a Noite, sempre execrável,  tem Silvio Santos como o menos pior. A Tv fechada não tá muito pior que isso. A Fox me salva!

Cary Grant tribute narrated by Michael Caine...COMO MICHAEL CAINE, EU TAMBÉM SEMPRE QUIS SER CARY GRANT...



leia e escreva já!

MANUAL DE ESTILO da revista ESQUIRE

   Tem vendido muito esse lançamento da CEN. Capa dura em xadrez vermelho, é um belo livro editado por David Granger. A Esquire, mítica revista onde homens aprendiam a não só se vestir, como também a ler, jogar, beber, viajar, flertar e viver. Heminguay colaborou, assim como Mailer, Faulkner, Huston e quem mais fosse homem e soubesse escrever bem. Não, não, o livro não é reedição ou histórico, ele é de 2012, fala com a galera de hoje, mas no estilo Esquire, ou seja, chique sem ser afetado. E adulto, nada GQ aqui. Voce sabe, a GQ é a Esquire de quem mal sabe ler.
   Lê-lo tira um zilhão de dúvidas, desde como tirar manchas em colarinhos até a melhor forma de organizar um guarda-roupas. ( A melhor é ter um mordomo, mas como poucos podem ter.... ).
   Paletós, camisas, calças, casacos, relógios, tem de tudo, como usar, o que comprar, como conservar. Caretaço? Talvez, mas o texto deixa claro, são dadas dicas, cabe a voce criar seu estilo. Mas não exagere! A Esquire cria a base sólida e atemporal, voce dá seu toque pessoal.
   Eu disse atemporal? Eles contam a história das roupas. Onde e quando surgiu o paletó, a parca, o jeans, o veludo... 80% das roupas masculinas têm origem militar. E mais que isso já estava estabelecido antes de 1920. De 1920 pra cá quase nada mudou, só tamanhos e cores.
   O príncipe de Gales, aquele, irmão de George, que o filme O Nome do Rei expõe, é o maior nome da moda dos últimos 200 anos. Excêntrico, ele largou mão do trono para poder se casar com uma americana divorciada ( ato que nem William ousará cometer ). Foi nessa emergência que George assumiu um trono que não queria. ( Voce não viu o filme? Corra à locadora! É soberbo e magnífico ). Voltando.... Então o principe, Edward, começou a ser fotografado, seguido, imitado. Para a Esquire foi ele quem mudou tudo. Tirou os homens do preto e do cinza e começou a misturar veludo com gabardine, xadrez com listras. Informal, mas sempre muito, muito elegante. E dando a sensação de ter acabado de sair do banho.
  Pois bem, Edward pode ser o mais influente, mas o livro elege Fred Astaire o homem mais elegante do século XX. Seria bom em caso de dúvida todo homem pensar: Como Fred faria? O que ele vestiria para ir nesse coquetel? 
  Fotos dos ícones: Bogart, Sinatra, Marlon Brando ( que lançou a camiseta como roupa de rua e não como roupa de baixo ), Andre 3000, Jay-Z e George Clooney são os mais elegantes de agora. Jack Nicholson é o cara dos anos 70 e Michael Douglas foi o ícone dos anos 80. Nos anos 60 o ícone é Mick Jagger com a moda dos ternos skinny. Dois destaques muito citados: Steve McQueen, o extra-cool que lançou N modas que ficam até hoje, e claro, não poderia faltar, Cary Grant, que tem a imagem da perfeição absoluta, do simples e saudável como o verdadeiro sofisticado e original.
   Alguns dogmas caem por terra. Tênis, o mais elegante ainda é o mais simples, sempre. Óculos de sol, só o Ray Ban Tipo Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo, ou o óculos aviador, que também é Ray Ban. Cabeça raspada virou ícone depois de Michael Jordan e sapatos nunca devem ser delicados. Sola grossa, costuras fortes.
   Marcas, as melhores são citadas. E surpresa, nada de Armani ou DG. São marcas centenárias, de pouca divulgação, marcas de entendidos. Ternos? Brioni, Canali, Hickey Freeman ou Gieves and Hawkes. Camisa? Borrelli, Tyrwhitt ou Turnbull. Conhece? Melhor mala de viagem? Valextra. Isso mesmo, marca tão secreta que nem logo usa. Para cuidados de pele: Kiehl. Pelo menos essa eu conhecia!
   Cheio de humor, tirando uma dos erros imperdoáveis ( ele não tolera minhas amadas camisas estampadas, e também abomina bermudas e camisetas que não sejam lisas ), o livro nos faz perceber que muito mais que futilidade, elegãncia é uma busca pelo funcional, funcional unido a auto-imagem, a passar para os outros a mensagem certa. Qual a mensagem? Eu sou e eu posso. E me sinto bem.
   Duas coisas mais: Diz ele que mulheres, garçons e taxistas adoram homens de terno.
   E para quem puder, eis o endereço:
   ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DOS MORDOMOS PROFISSIONAIS: www.butlersguild.com

GROUCHO, CHICO, HARPO E ZEPPO/ STEPHEN CHOW/ VON STROHEIM

  Todo fim de ano eu aprecio uma revisão de filmes de Fred Astaire. Combina muito com champagne e roupa alinhada. Mas este ano fiz diferente, engoli uma leva de filmes dos irmãos Marx. Se alguém nunca viu um filme deles ( creia em mim, isso existe ), vou avizando:
  1- Eles não são engraçados.
  2- São atores ruins.
  3- Não usam humor inteligente como exibicionismo.
  Então porque se mantém à tona desde 1930 ?
  Porque:
  Não são engraçados mas nos dão bom-humor. São crianças, eles vêem o ridiculo das coisas e as bagunçam. Anarquizam inclusive os filmes. Os diretores os odiavam, não seguiam scripts e não se deixavam dirigir. Eles simplesmente saem pela tangente em tudo. São absolutamente auto-centrados. E muito, muito cruéis. Não a toa, o povo do dadaísmo e do surrealismo os idolatravam. Nada neles faz o menor sentido. O Monty Python perto dos três Marx parece travado. Um adendo: Eu aindo dou risadas com certas cenas. Mas hoje não é mais isso que nos pega. Principalmente pelo fato de que a maioria das piadas verbais são trocadilhos intraduzíveis. O que nos pega é a energia vital, a aula de alegria de vida, o descompromisso com a seriedade morta.
   São atores ruins porque não são e nunca pensaram em ser atores. Eles iam lá fazer um filme. E nesses filmes faziam seu show de vaudeville.
   Nunca exibem inteligência. Nada de piadas que mostram como eles são melhores que nós. É humor de moleque de rua, de tio ranzinza, de circo. O legal é que eles eram Muito bem relacionados. Harpo era amigo dos grandes cabeças de seu tempo.
   Os filmes que revi, alguns pela quinta vez, na ordem em que revi:
   UMA NOITE NA ÓPERA de Sam Wood
   É o filme favorito de Groucho mas não dos fãs. É o primeiro feito na Metro, sob a proteção do produtor Irving Thalberg. Grande sucesso. Tem a histórica cena da cabine lotada, que muitos acham ser a cena mais cômica da história do cinema. Gosto muito deste filme, mas eu prefiro os Marx mais mambembes da Paramount. Nota 7.
   UM DIA NAS CORRIDAS de Sam Wood com Maureen O'Sullivan
   Será que Woody Allen se casou com Mia Farrow por causa da mãe dela? Woody é fanático pelos Marx e Maureen é a mãe de Mia... Este é o segundo filme na Metro e também virou nome de disco do Queen. Adoro este filme! Tem uma cena no consultório que é absurda demais até para os padrões deles. O enredo mistura casa de saúde com corrida de cavalos. E ainda tem um fantástico clip de jazz. Nota 9.
   UMA NOITE EM CASABLANCA  de Archie Mayo
   Thalberg morre jovem e Louis B. Mayer, dono da Metro não gostava de Groucho. Os Marx são chutados para produções classe B. Eles desistiriam de tudo, não fossem as dívidas de Chico no jogo. Mesmo assim este é um filme muito ok. Nota 6.
   A GRANDE LOJA de Charles Riesner
   O mais modesto dos filmes que revi. Se passa numa grande loja de departamentos e tem muita música. Usam mais pastelão que o habitual. Nota 6.
   OS GÊNIOS DA PELOTA de Norman Z. McLeod
   Os irmãos ainda na Paramount, ou seja, muito mais soltos. Harpo corre atrás das mulheres ( na Metro ele se infantilizou ), Chico exagera em seu sotaque de araque e Groucho pode falar besteiras a vontade. O filme tem uma das melhores entradas de Groucho em cena. Aqui ele é reitor de uma universidade. É o filme que tem o jogo de futebol no final. Totalmente anárquico. Nota DEZ.
   OS QUATRO BATUTAS de Norman Z. McLeod
    De tudo o que eles fizeram é este o que consegue ter menos história. Eles são clandestinos em navio. Muitas cenas sexy, muita correria, muita piada de vários sentidos. Nota 7
   O DIABO A QUATRO de Leo MacCarey
   Numa entrevista, MacCarey dizia que dirigir os Marx foi a pior experiência de sua vida. Eles nunca o escutavam e ficavam macaqueando o estúdio. Este filme é hoje considerado a melhor comédia da história. Não acho, mas é um filme muito original, muito alegre e o único com viés sério dos irmãos. Groucho é o primeiro ministro de Freedonia e por causa de mal entendido ele leva o país à guerra. Os vinte minutos finais são das coisas mais geniais de toda a história do cinema. Este filme, amado por dúzias de diretores, é um acidente, a gente nota que tudo foi feito por um fio. Transborda de ideias. Uma obra-prima. Nota DEZ.
   NO HOTEL DA FUZARCA de Florey e Santley
   Primeiro filme dos irmãos, 1929. Feito com uns trocados, é pobre e mal produzido. E por isso dá pra ver os três sem nenhum controle. Uma história legal: Na década de 30 um garoto do interior de Pernambuco se tornou fã de Harpo e ao ir para o Rio trabalhar na Radio começou a imitar o gênio dos Marx. Nome do pernambucano? Chacrinha. O filme é nota 7.
   Fora isso, nesses dias ainda vi:
   GREED de Von Stroheim
   Atenção! Lançaram este clássico em dois dvds e 4 horas de duração. Greed é um filme lendário do doido Erich Von Stroheim. Por décadas se pensou que o filme estivesse perdido, mas eis ele aqui. Com um problema: Faltam cenas e mais cenas. Trechos enormes sumiram e ver esse filme se torna uma epopéia aborrecida. Evite.
   KUNG FU HUSTLE de Stephen Chow
   Mais uma vez essa obra-prima do humor dos anos 2000. É aventura, é fantasia, é dança, é humor. Não sei por onde anda Chow, mas o que sei é que isto é obra de muito, muito talento. PS: Mamãe engasgou de tanto rir. Nota DEZ.

SÓ COM AZEITE

   E a gente reclamava do Benito di Paula!!!!
   O tal Show da Virada mostra aquilo que é a música deste tempo. Tá bom cara, eu sei que o underground tem coisa muito melhor! Mas arte é sempre atemporal, o que se torna retrato de seu tempo é aquilo que ouvimos na rua, nas novelas, nos comerciais, no rádio, em todo canto. Os anos 80 tiveram Husker Du, The X e o sublime Lloyd Cole, mas o retrato do tempo é Michael Jackson e Madonna.
   E o que temos em 2012/2013? Um monte de cantores barrigudos que são chamados de lindos, com suas calças justas e seus paletós ( que minha mãe diz se parecerem com pano de chão ), estourando de tão justos. As melodias variam do sempre igual ao sempre ruim. TODOS são bobíssimos. Pior é o que eles tentam falar! O assunto é um só: sexo. Sexo como festa, sexo como gozo, sexo como corno, mas sempre o sexo. Não existe mais nada nesse mundo de bundas gordas e rostos sorridentes.
   Os nomes que vou citar são ruins, mas digo com dor na alma, perto do Ximbinha, são gênios!
   Silvio Brito, Wando, Gilliard, Peninha, Agepê, Guilherme Arantes, Originais do Samba, Benito di Paula...esses os Ximbinhas de 1978.
   Em 1974 eu escutava aos domingos de manhã as 10 Mais da Rádio América AM, mais popular era impossível. Secos e Molhados, Roberto Carlos, Raul Seixas, Tutti Frutti, e os cantores brasileiros que cantavam em inglês: Steve MacLean e Crystian. Desses nomes, alguns são geniais, todos são muito melhores que qualquer das duplas atuais.
   Se eu apelar posso dizer que o Show da Virada de 1970 teria Simonal, Tim Maia e Tony Tornado. Que se passa?
   Mudo de canal e vejo um festival inglês ( não é Glastonbury ). Afff!!!! TODAS as bandas imitam punks de 1978 !!!! TODAS, sem excessão! Chegam até a cuspir, pular e fazer caras e bocas dos Stiff Little Fingers ou de Howard Devotto. Qué isso nego???? A história do rock acabou? Paramos em 1987 e daí pra frente é só imitação? As discotecagens em Manchester '87 foram o fim? Todo o resto, seja Nirvana, Radiohead ou Dandy Warhols, apenas misturas de coisas velhas com sotaquezinhos novos?
   Então vamos jogar fora essa bosta e partir pra outra coisa! Música do Iraque, dos ciganos, do Haiti, tudo menos essa merda de cópias do Sham 69 ou dos Stranglers. Calça skinny com All Star!!! Again!!!!!!
   Repetimos o mesmo faz tanto tempo que se em 67 fosse assim  Mick Jagger se vestiria como Chaplin !!! E cantaria como Al Jolson !!!
   Carla Bardi, AZEITE DE OLIVA. É isso, tudo que voce precisa saber sobre ele. Belas fotos e boas receitas. Vem embalado em lata de azeite. Lindo. E nada caro. Adorei !!!
   É o que falo: Música e Cinema estão um lixo, mas os livros....Que beleza!!!!!!
   Bonne Anné !!!!