leia e escreva já!
O DIÁRIO DE H.L. MENCKEN. EDITADO POR CHARLES A. FECHER
Para quem não sabe, Mencken foi na América dos anos 20 aquilo que todo jornalista gostaria de ser, o guia cultural de uma nação poderosa em seu apogeu. Paulo Francis gostava de se imaginar Mencken, principalmente na fase final de sua vida. Falando, com humor e malicia, sobre politica, história e artes em geral, Mencken foi o mais amado e odiado americano de seu tempo. A partir dos anos 30, quando a recessão toma o planeta, Mencken perde parte de seu imenso público. Em tempos de dureza seus ataques começaram a parecer excessivos. Ele odiava Roosevelt. Chamava o presidente de mentiroso, e dizia que Roosevelt inaugurava o começo do fim da América. Mencken não queria que os EUA ajudassem a Europa, que jamais se metessem em guerra nenhuma.
Algumas de suas previsões foram certeiras. Outras não. Ele subestima Faulkner. Ignora Heminguay. Para ele Faulkner é apenas um sulista mal educado e muito bêbado. Fitzgerald é visto como um chato. Um escritor muito bom, mas que desperdiçava seu talento com uma esposa louca, e com bebida em excesso. E quando bêbado Fitzgerald ficava chato, muito chato. Mencken tinha intimidade com Sinclair Lewis, o autor de Babbit, o primeiro americano a ganhar o Nobel. Mencken o aconselhou a não aceitar o prêmio. Lewis aceitou. Dreiser também foi íntimo de Mencken, assim como Willa Cather e uma multidão de escritores hoje esquecidos.
Mencken frequentava as mais poderosas familias do país. Os juízes do Supremo, ministros, candidatos a presidente. Amigo dos grandes editores, ao contrário do que se diz normalmente, nas brigas entre editor e autor, Mencken ficava sempre ao lado da editora. Ele dizia que os escritores eram mal agradecidos e traidores. Vale lembrar que o próprio Mencken era um autor. Lançou vários livros, 3 dos quais de muito sucesso.
Um de seus acertos, e que até hoje acho válido, é quando ele aconselha aos editores de jornal como enfrentar a queda das vendas face a emergência do rádio e do cinema. Ele diz que o jornal jamais poderá ser tão imediato, simples e fácil como o rádio. A solução seria elitizar os jornais. Dar me jornal aquilo que o rádio não pode dar, profundidade. Em 2013, face a internet, o jornal continua errando. Está condenado a correr sempre atrás. A cortejar o jeca.
Vale dizer que o diário começa nos 50 anos de idade de Mencken. Viúvo, ele sente essa necessidade de ter um diário a partir de seu luto. Hipocondríaco, seus melhores amigos eram os grandes cirurgiões de seu tempo. Quanto mais velho mais ele se queixa de dores. São longas páginas sobre doenças e amigos que se vão.
De qualquer modo é grande prazer poder se sentir íntimo do dia a dia de tal figura. Jantares, viagens e conferências. Ódios e afetos. Nada de sexo ( ele é a imagem da elegância discreta ). Mencken não gostava do cinema, pouco se importava com o teatro e música quase nada. Seu mundo era o da escrita, das conversas, dos contatos.
Faz falta alguém como ele escrevendo sobre o agora.
Algumas de suas previsões foram certeiras. Outras não. Ele subestima Faulkner. Ignora Heminguay. Para ele Faulkner é apenas um sulista mal educado e muito bêbado. Fitzgerald é visto como um chato. Um escritor muito bom, mas que desperdiçava seu talento com uma esposa louca, e com bebida em excesso. E quando bêbado Fitzgerald ficava chato, muito chato. Mencken tinha intimidade com Sinclair Lewis, o autor de Babbit, o primeiro americano a ganhar o Nobel. Mencken o aconselhou a não aceitar o prêmio. Lewis aceitou. Dreiser também foi íntimo de Mencken, assim como Willa Cather e uma multidão de escritores hoje esquecidos.
Mencken frequentava as mais poderosas familias do país. Os juízes do Supremo, ministros, candidatos a presidente. Amigo dos grandes editores, ao contrário do que se diz normalmente, nas brigas entre editor e autor, Mencken ficava sempre ao lado da editora. Ele dizia que os escritores eram mal agradecidos e traidores. Vale lembrar que o próprio Mencken era um autor. Lançou vários livros, 3 dos quais de muito sucesso.
Um de seus acertos, e que até hoje acho válido, é quando ele aconselha aos editores de jornal como enfrentar a queda das vendas face a emergência do rádio e do cinema. Ele diz que o jornal jamais poderá ser tão imediato, simples e fácil como o rádio. A solução seria elitizar os jornais. Dar me jornal aquilo que o rádio não pode dar, profundidade. Em 2013, face a internet, o jornal continua errando. Está condenado a correr sempre atrás. A cortejar o jeca.
Vale dizer que o diário começa nos 50 anos de idade de Mencken. Viúvo, ele sente essa necessidade de ter um diário a partir de seu luto. Hipocondríaco, seus melhores amigos eram os grandes cirurgiões de seu tempo. Quanto mais velho mais ele se queixa de dores. São longas páginas sobre doenças e amigos que se vão.
De qualquer modo é grande prazer poder se sentir íntimo do dia a dia de tal figura. Jantares, viagens e conferências. Ódios e afetos. Nada de sexo ( ele é a imagem da elegância discreta ). Mencken não gostava do cinema, pouco se importava com o teatro e música quase nada. Seu mundo era o da escrita, das conversas, dos contatos.
Faz falta alguém como ele escrevendo sobre o agora.
O GRANDE GATSBY/ POWELL/ STEVE CARELL/ MISS POTTER/ CHARLES LAUGHTON
I KNOW WHERE I'M GOING de Michael Powell com Wendy Hiller, Roger Livesey e Vanessa Brown
Quando em 1980 começou a acontecer a justa revalorização de Powell, todos seus filmes foram revistos e reavaliados. Este foi um dos últimos a ser redescoberto. Pois é um filme bastante discreto. E muito encantador. Uma moça impulsiva fica noiva. O noivo combina de a encontrar numa ilha da Escócia, onde se casarão. Ela, que sempre sabe o que deseja e onde deve ir, viaja só. Mas as péssimas condições do clima fazem com que ela fique muito tempo parada numa vila de porto. E então ela começa a se "perder". A vida do porto a seduz, e um homem começa a tentar seus planos, seu coração. O filme tem dois aspectos muito particulares: a conjunção de clima e estado emocional e a forma como são feitos os cortes. As cenas são cortadas no meio do diálogo, de forma abrupta. E o mar, o céu, belíssimos, espelham aquilo que se passa em terra. No mais, Wendy é sublime e a trilha sonora fantástica. Frases em gaélico, danças sem folclorismos baratos, uma absoluta falta de pretensão. Delicioso. Nota 9.
O GRANDE GATSBY de Baz Luhrman com Tobey Maguire, Leonardo di Caprio e Carey Mulligan
Escrevi num post que Baz, assim como Anderson, tem o preciosismo estético de Ophuls ou de Powell, mas sem a substância dos dois gênios. Pegaram a superfície e a usam de forma fria, no caso de Wes, ou histérica, no caso de Baz. O esteta que chega mais perto de Ophuls, por ter verdadeiro dom, é Joe Wright, um belo diretor que entendeu a coisa. Vejam este filme. É cinema, mas não é um filme. Nada mais é que um trailer de duas horas. O filme nunca começa. O que vemos é uma promessa de um filme que será feito um dia. Nisso ele recorda Michel Gondry e Spike Jonze, diretores também "estetizados" que fazem trailers que nunca se realizam. Mas Baz é pior. O filme irrita. São tantos cortes, somos tão jogados de cena para cena, situação para situação que nada apreendemos. O que fica? Leo di Caprio imitando Robert Redford e Tobey fazendo um Peter Parker adulto. Carey Mulligan não tem o glamour do personagem, está no filme errado. Um adendo: O texto de Fitzgerald é tão bom, tão sublime, que nas cenas em que Tobey se atém a recitar trechos do livro todo o filme cresce. Isso ocorre nas cenas finais, que são ótimas. Porque finalmente Baz parece se cansar de "fazer trailer" e deixa o texto sobressair. Só então percebemos do que trata o filme: o drama de um homem sem lugar e ao mesmo tempo a saga do Homem Americano, o sekf made man, que vence mas jamais "ganha". Mas aí já é tarde. Nota 2.
A ILHA DO TOPO DO MUNDO de Robert Stevenson
Filme da Disney dos anos 70, ou seja, em crise de identidade. Expedição acha civilização perdida no Pólo Norte. Interessante é o fato de que o tema de filme B em 1974 seria hoje tema de filme A. Nota 2.
DE CANIÇO E SAMBURÁ de George Marshall com Jerry Lewis e Anne Francis
Um homem acha que vai morrer e resolve aproveitar a vida. No caso, pescando. Jerry em um de seus muitos fracassos. Não é ruim, apenas sem graça. Nota 5.
DESFOLHANDO A MARGARIDA de Marc Allégret com Brigitte Bardot
O cinema teve vários mitos femininos. Gloria Swanson, Greta Garbo, Dietrich, Rita Hayworth, Ava, Audrey, Sofia Loren, Marilyn...Nenhuma delas tem tantos filmes péssimos como Bardot. É muito dificil achar um bom filme de BB. Este é um dos piores. Nota ZERO.
LES MISERÁBLES de Richard Boleslawski com Fredric March e Charles Laughton
A versão dos anos 30 não tem as músicas da boa versão da peça. Aqui temos o romance de Hugo. Laughton dá um show como o policial que obsessivamente persegue a Jean, uma atuação perfeita de March. O filme se sustenta belamente e nós o assistimos admirados por seu extremo profissionalismo. Eis o eficiente cinema da grande Hollywood, a fábrica de mitos. Ótimo filme! Nota 8.
O CASAMENTO DO ANO de Justin Zackham com Robert de Niro, Diane Keaton, Susan Sarandon,, Katherine Heigl, Robin Willians, Topher Grace
Não faz sentido. Um casal de divorciados tem de se fingir de casados. Isso porque a mãe da noiva do filho é "católica" e católicos não admitem o divórcio!!! Até onde pode chegar a idiotice de um roteirista? Este filme joga no lixo um elenco soberbo em situações grosseiras, tolas, burras, bizarras e abismais. Tudo é tão fake, as falas são tão óbvias que ficamos feito uns patetas olhando aquilo tudo. Nota ZERO!
MISS POTTER de Chris Noonan com René Zellweger e Ewan McGregor
A vida de Beatrix Potter, filha solteirona de uma familia inglesa que no começo do século XX cria a mais bem sucedida série de livros infantis da história, a série de Peter Rabbit. O filme, dirigido pelo sensível diretor que fez o belíssimo Babe, tem tudo no lugar certo. Ele nos leva ao mesmo mundo de James Barrie no lindo filme com Johnny Depp. Fim da era vitoriana, berço da grande literatura infantil. René está excelente e Ewan, sem exageros, tem um de seus melhores papéis. O editor novato e tímido é um grande personagem e Ewan o pratica com sucesso. O filme é bonito e triste, divertido e inspirador. Nota 7.
O VIRGEM DE 40 ANOS de Judd Apatow com Steve Carell, Catherine Keener e Paul Rudd
E não é que este filme não é ruim? Apesar de toda idiotice e do humor óbvio, o personagem de Carell é "real". Há algo de profundo e de muito sério nele, o que nos faz lembrar das grandes e verdadeiras comédias. A mistura de bobice palhaceira e seriedade secreta. Catherine está adorável, as cenas com ela redimem tudo de ruim que pode ter havido antes. No panorama péssimo da comédia atual, esta talvez seja a melhor. Nota 7.
DOIS É BOM, TRÊS É DEMAIS dos irmãos Russo com Owen Wilson, Matt Dillon, Kate Hudson e Michael Douglas
Vixi! Nada tem sentido e nada tem graça. Owen é um amigo chato pacas que vai morar com seu grande amigo recém casado. Owen destrói a casa. Daí ele vira um cara legal e salva o casamento do amigo. Douglas é o pai e patrão, uma variação do vilão de Wall Street. Um ator de verdade no meio de atores perdidos. Onde a graça? Não passa de mais um "Owen Wilson ego trip". Ele anda de skate, mostra a bunda, chora, pula, se queima, cozinha e canta. Só não faz rir. Nota 1.
THAT'S AMORE, A MÚSICA DOS ADULTOS E A MÚSICA DAS CRIANÇAS
Eu e um amigo andamos pela rua ouvindo Richard Cheese e os Red Elvises. Muito bom, principalmente Richard Cheese. Então entra Dean Martin cantando That's Amore e o clima muda. Um adulto está a cantar!
Impressionante como o amor quando cantado por brancos do rock SEMPRE parece adolescente. Por mais belo e criativo que seja, e eu sei as alturas que Ferry, Bowie, Morrison ou Dylan chegaram, o sentimento tem sempre um jeitão de imaturidade, de insegurança. Varia entre o idealismo platônico e o sexo como descoberta. No máximo o cara canta como se tivesse 18 anos recém completados. Ás vezes um teen inteligente ( Dylan ), ás vezes ingênuo ( Beatles ) ou taradinho ( Stones ).
A música dos negros nada tem a ver com isso. O cantor pode ser pobre, alienado, do mal ou um fanático batista, a impressão passada é a de que em termos de amor ele sabe tudo. Aos 18 anos ele já foi casado e é pai. Não vê divisão entre sexo e amor, sabe que o sexo é sagrado por ser amor e que o amor é alma, soul, heaven.
Chegamos então a Dean Martin. Toda essa geração, Sinatra, Mel Tormé, Bennet, Joe Willians, sabem daquilo que falam. São Homens. Conhecem as mulheres, conhecem o amor em suas variadas nuances. São mestres. Adultos.
Interessante observar como os caras jovens que os imitam parecem garotos usando o terno do papai. Gente como Bublé ou Connick. O que eles fazem é baile de 15 anos.
Meu amigo lembra de uma exceção branca: Johnny Cash.
Ora amigo, Cash não é rock. É country e ele, como também Jennings, Daniels, Willie Nelson, Hank Willians, já nasceram velhos.
That's Amore!
OS JARDINS EXIBEM A CARA DE SEU POVO
Jardins franceses. Árvores plantadas em distãncias bem calculadas uma da outra. Alturas idênticas. Geométricamente podadas. Cubos, bolas, quadrados. A mão do homem deve ser percebida em cada folha e em toda flor. Natureza domesticada crescendo em ordem. Tudo é razão.
Jardim inglês. Pequenos bosques que devem se desenvolver a moda de seu impulso. A mão do homem não deve ser percebida, mas ela lá está. Ao jardineiro compete fazer com que a árvore atinja seu potencial máximo. Olhar e sentir conforto. Paz.
Jardim japonês. Olhar uma pedra e ver nela todas as pedras do mundo. Jardim pobre que deve concentrar a mente. Detalhes diminutos que fazem com que a mente divague. Água que flui.
Jardim italiano com estátuas e fontes e bancos. Tudo nele deve lembrar o lazer. A mão do homem se faz presente mas não como ordem ou como razão, sim como o belo. Jardim enfeitado com falsas ruínas de gosto duvidoso.
Jardim dos EUA, com quadras esportivas, bancos de areia e escorregadores. Jardim que sempre convida ação. País da ação onde sempre se faz alguma coisa. Jardins que chamam à corrida, ao beisebol, ao basquete.
Jardim do Brasil. Asfaltado para que as marginais corram. Destruído para que se estacionem mais carros.
FRANCESES, LUTHER KING E MENKEN
No meu post abaixo esqueci de dizer que esta pobre taba é também sala de testes de teorias de franceses intelectualóides. Estar na USP serviu dentre outras coisas, a me dar a certeza de que teóricos franceses são normalmente chatos e perigosos. Vaidosos sem nenhum contato com a ação prática. O clima francês da USP me faz amar cada vez mais a cultura inglesa. Claro que continuo adorando Voltaire, Proust e Stendhal, Pascal e Balzac, mas é só. Voltaire estava certo.
Desconfie sempre dos radicais. A revolução francesa, como a bolchevique, foram farsas. A revolução inglesa, discreta e pragmática, foi a verdadeira direção da modernidade. Digo isso porque Malcolm X era uma besta. Um idiota que não passava de um black bloc mais articulado. Luther King salvou a América. Sem ele teríamos visto o endurecimento do apartheid ou a guerra racial. O preconceito da elite intelectual impede que se diga a verdade, Luther King era acima de tudo um pastor cristão. Se ele seguia Gandhi e Thoreau era porque Gandhi e Thoreau coincidiam com Cristo. Tolstoi, que Gandhi seguia, dizia que seguir a simplicidade do evangelho era o caminho para a paz justa. Luther King mudou o planeta usando a mais antiga de nossas mensagens.
Saiu agora uma biografia de Tolstoi. O livro inicia descrevendo a vitalidade do autor russo aos 75 anos. Tolstoi foi um superstar e uma das pessoas mais vaidosas do mundo. Em 1910 era um mito em vida. Foi da juventude hedonista para a maturidade religiosa. Sua filosofia era o pacifismo radical, o mesmo de Gandhi. Sua fortuna foi dada aos pobres. Morreu como um homem do campo. E feliz.
Ando lendo o dia'rio de Menken. Imenso. Muito prazer. Nos anos 20 ele foi o ditador da cultura americana. Nos anos 30 era um famoso autor incoveniente. Um mundo de politicos, cientistas e escritores. O modelo do intelectual americano. Paulo Francis e Gore Vidal.
Vivemos tempos de perigo. Qualquer idiota pode hoje ser escutado por milhares de milhares. Se eu fosse louco o bastante para escrever idiotias agressivas seria lido por montes de bestas deslumbradas. Se eu divulgasse crendices singelas seria amado por bandos de tontos tossideiros. Perigo.
Desconfie sempre dos radicais. A revolução francesa, como a bolchevique, foram farsas. A revolução inglesa, discreta e pragmática, foi a verdadeira direção da modernidade. Digo isso porque Malcolm X era uma besta. Um idiota que não passava de um black bloc mais articulado. Luther King salvou a América. Sem ele teríamos visto o endurecimento do apartheid ou a guerra racial. O preconceito da elite intelectual impede que se diga a verdade, Luther King era acima de tudo um pastor cristão. Se ele seguia Gandhi e Thoreau era porque Gandhi e Thoreau coincidiam com Cristo. Tolstoi, que Gandhi seguia, dizia que seguir a simplicidade do evangelho era o caminho para a paz justa. Luther King mudou o planeta usando a mais antiga de nossas mensagens.
Saiu agora uma biografia de Tolstoi. O livro inicia descrevendo a vitalidade do autor russo aos 75 anos. Tolstoi foi um superstar e uma das pessoas mais vaidosas do mundo. Em 1910 era um mito em vida. Foi da juventude hedonista para a maturidade religiosa. Sua filosofia era o pacifismo radical, o mesmo de Gandhi. Sua fortuna foi dada aos pobres. Morreu como um homem do campo. E feliz.
Ando lendo o dia'rio de Menken. Imenso. Muito prazer. Nos anos 20 ele foi o ditador da cultura americana. Nos anos 30 era um famoso autor incoveniente. Um mundo de politicos, cientistas e escritores. O modelo do intelectual americano. Paulo Francis e Gore Vidal.
Vivemos tempos de perigo. Qualquer idiota pode hoje ser escutado por milhares de milhares. Se eu fosse louco o bastante para escrever idiotias agressivas seria lido por montes de bestas deslumbradas. Se eu divulgasse crendices singelas seria amado por bandos de tontos tossideiros. Perigo.
BRASIL E AMÉRICA LATRINA...MARRECOS E PATEIROS
Médicos cubanos chegam ao Brasil e são vaiados. Chegam sem a família e sem o direito de poder pedir asilo. E com uma oferta de salário maior que aquela oferecida ao brasileiro. Na verdade o que se oferece é uma esmola para o feitor de escravos do partido escravocrata cubano. Porém...
O espírito de grupo nacional, anti-liberal, pois prega a não livre concorrência, em atitude que revela falta de tato e extrema asnice, vaia os recém chegados. Porque nossos médicos não foram trabalhar em Deus me Livre do Norte? Agora aguentem!
Porém... Alguém pode ser obrigado a ir trabalhar onde não quer ir? Só um escravo cubano...com seu salário de 100 paus e o resto pro paizão Fidelito. Arre égua!
Dá pra ser pior.
O traficante chamado Evo não deixa o perseguido politico sair e o Brasil, como sempre em posição de quatro, finge que não é com ele e faz uma trapalhada. O Brasil não é país de macho? Nos acostumamos a ficar quietos.
Enquanto isso financiamos desfiles de modas para peruas francesas e negamos dinheiro para sinfônicas ou grupos de folclore. Why? O ministério da Perua Matarazzo joga dinheiro para filminhos juvenis e para eventos bregas e nega grana para ópera porque ópera é elitista. Então tá. Financia logo um baile funk!
Dá pra ser pior? Dá.
Analfabetos passam de ano porque se forem reprovados irão desanimar e largar a escola. Surreal ! Então ninguém repete que é pra ninguém desistir. Ficam todos felizes na escola. Alunos que fingem aprender e professores que não podem dar notas baixas. Eita América Latrina!!
Os Black Blocs vão pra rua com sua agenda que prega o anti-capitalismo. Ok, e qual a proposta? Bom, aí já é querer demais! Eles querem a estatização dos bancos e o fim da opressão. Tá. E depois? Os Black Blocs nada mais são que a velha turma do fascismo usando outra vez a ingenuidade infantil em prol de meia dúzia de espertalhões. Pueris pueris e infanto imbecis...
Na internet intelectuais de galinheiro cacarejam seu pseudo-anarquismo de marrecos e grasnam quacs em prol do seu inconformismo de pata choca. Ovos nascem podres. Mas elas sentem orgulho de suas ideias de gente velha velhinha e galinácea. Có có có.... E viva Che!! Có có có....
América Latrina, privada entupida de ideias pobres. Medo de ser livre, culpa por ser ambicioso e euforia na miséria. Latrina plena de nachos e tacos mal engolidos. Kirchners embonecadas com modess usado e Chavez rotos no túmulo de sua vaidade de macho comedor. Hay que endurecer...Faz me rir!
Vamos falar a real, isto é uma piada sem graça, ou seja, desgraça.
E tú, barbudinho de esquerda que vende carros na loja do tio e aplica uma grana em imóveis, e tú ecológico que só fuma erva natural e come vitela ao molho sangrento, e tú mocinha consciente que vota no novo, e fala um oi democrático pro garçon chamado Manuel, tú vai de novo pra Barra tomar uma cervejinha as duas da tarde que ninguém é de ferro? Tú é tão legal, né não?
Reza na macumba quando tá doente e vira ateu quando tem saúde. Tudo se resume a comer as menininhas...
América Privada com saudades dos chefes machos...Perón, Getúlio, os comedores, os caçadores, os que mandam!!! Lula cabra macho! Chavez cabra macho! Fidel cabra macho! Pinochet cabra macho!...
América Diarréia de indiozitos tocando flautas e saturando meu saco. Perdeu playboy! Talento americano pro tráfico e pra mentira. Talento latino americano pro tráfico e pra mentira, too.
A vida aqui é outra, é perdida em dor de barriga e dente infeccionado.
Enquanto isso o deputado rouba numa ponte, o gov rouba numa estrada e a presidente pensa em sua biografia... Que luxo! Lula assombra o galinheiro como um gambá...Os dentes prestes a morder.
América Latrina onde sociólogos se aliam a banqueiros e líderes operários criam amizades do peito com empreiteiros. O que vale é ser fidalgo!!! Có có có...
José Sarney, patética figura do século XVIII...rico de sangue azul, rei eterno, produtor de herdeiros, literato galante, bigodudo do vudu. Amigão de todos os que mandam no pedaço, os Black Bloc não ousam falar dele...És Rei !
América Latrina...Teu pinico já transbordou...Rio Pinheiros. Continente lixo, reino maranhãozado. Cisca no lixão, bica bundas de mulatas inzoneiras, arre égua, marrecos barbudos, hay que endurecer, fudeu, quanto levo nessa?
Desce uma gelada enquanto a gente arma a revolução!...a Laura vai?
Có có có...
O espírito de grupo nacional, anti-liberal, pois prega a não livre concorrência, em atitude que revela falta de tato e extrema asnice, vaia os recém chegados. Porque nossos médicos não foram trabalhar em Deus me Livre do Norte? Agora aguentem!
Porém... Alguém pode ser obrigado a ir trabalhar onde não quer ir? Só um escravo cubano...com seu salário de 100 paus e o resto pro paizão Fidelito. Arre égua!
Dá pra ser pior.
O traficante chamado Evo não deixa o perseguido politico sair e o Brasil, como sempre em posição de quatro, finge que não é com ele e faz uma trapalhada. O Brasil não é país de macho? Nos acostumamos a ficar quietos.
Enquanto isso financiamos desfiles de modas para peruas francesas e negamos dinheiro para sinfônicas ou grupos de folclore. Why? O ministério da Perua Matarazzo joga dinheiro para filminhos juvenis e para eventos bregas e nega grana para ópera porque ópera é elitista. Então tá. Financia logo um baile funk!
Dá pra ser pior? Dá.
Analfabetos passam de ano porque se forem reprovados irão desanimar e largar a escola. Surreal ! Então ninguém repete que é pra ninguém desistir. Ficam todos felizes na escola. Alunos que fingem aprender e professores que não podem dar notas baixas. Eita América Latrina!!
Os Black Blocs vão pra rua com sua agenda que prega o anti-capitalismo. Ok, e qual a proposta? Bom, aí já é querer demais! Eles querem a estatização dos bancos e o fim da opressão. Tá. E depois? Os Black Blocs nada mais são que a velha turma do fascismo usando outra vez a ingenuidade infantil em prol de meia dúzia de espertalhões. Pueris pueris e infanto imbecis...
Na internet intelectuais de galinheiro cacarejam seu pseudo-anarquismo de marrecos e grasnam quacs em prol do seu inconformismo de pata choca. Ovos nascem podres. Mas elas sentem orgulho de suas ideias de gente velha velhinha e galinácea. Có có có.... E viva Che!! Có có có....
América Latrina, privada entupida de ideias pobres. Medo de ser livre, culpa por ser ambicioso e euforia na miséria. Latrina plena de nachos e tacos mal engolidos. Kirchners embonecadas com modess usado e Chavez rotos no túmulo de sua vaidade de macho comedor. Hay que endurecer...Faz me rir!
Vamos falar a real, isto é uma piada sem graça, ou seja, desgraça.
E tú, barbudinho de esquerda que vende carros na loja do tio e aplica uma grana em imóveis, e tú ecológico que só fuma erva natural e come vitela ao molho sangrento, e tú mocinha consciente que vota no novo, e fala um oi democrático pro garçon chamado Manuel, tú vai de novo pra Barra tomar uma cervejinha as duas da tarde que ninguém é de ferro? Tú é tão legal, né não?
Reza na macumba quando tá doente e vira ateu quando tem saúde. Tudo se resume a comer as menininhas...
América Privada com saudades dos chefes machos...Perón, Getúlio, os comedores, os caçadores, os que mandam!!! Lula cabra macho! Chavez cabra macho! Fidel cabra macho! Pinochet cabra macho!...
América Diarréia de indiozitos tocando flautas e saturando meu saco. Perdeu playboy! Talento americano pro tráfico e pra mentira. Talento latino americano pro tráfico e pra mentira, too.
A vida aqui é outra, é perdida em dor de barriga e dente infeccionado.
Enquanto isso o deputado rouba numa ponte, o gov rouba numa estrada e a presidente pensa em sua biografia... Que luxo! Lula assombra o galinheiro como um gambá...Os dentes prestes a morder.
América Latrina onde sociólogos se aliam a banqueiros e líderes operários criam amizades do peito com empreiteiros. O que vale é ser fidalgo!!! Có có có...
José Sarney, patética figura do século XVIII...rico de sangue azul, rei eterno, produtor de herdeiros, literato galante, bigodudo do vudu. Amigão de todos os que mandam no pedaço, os Black Bloc não ousam falar dele...És Rei !
América Latrina...Teu pinico já transbordou...Rio Pinheiros. Continente lixo, reino maranhãozado. Cisca no lixão, bica bundas de mulatas inzoneiras, arre égua, marrecos barbudos, hay que endurecer, fudeu, quanto levo nessa?
Desce uma gelada enquanto a gente arma a revolução!...a Laura vai?
Có có có...
FUTEBOL, PAUL MACCARTNEY E ROLLING STONES NO HYDE PARK
Tão tentando, e conseguindo, transformar estádio de futebol em arena de entretenimento. Tá um pé no saco. Nada mais de samba, nada mais de charanga, sem o urubú e sem a turma pobre da geral. Padronizaram tudo, a torcida do Arsenal é hoje idêntica aos bundões do Chelsea. Jogo na Itália ou na Alemanha parece o mesmo, Juve ou Borussia, só muda a cor. O futebol vira picolé de xuxú, coisa que a fórmula um se tornou faz tempo. Sem cor local, sem perigo, sem originalidade.
Falei em perigo? E os shows de rock? Viraram o que? Festinha de quinze anos? Show em Vegas?
A sujeira abunda no Hyde Park neste show de 69. O palco é tosco e o povo tem uma multidão de tipos em overdose de ácido. Na última música Jagger flerta com Dionisius. E tem um grupo folk da Jamaica que não é samba! ó ingleses... Paul MacCartney aparece em meio ao povo no gramado...sempre são...não é funny? Tempo em que o cara da banda mais popular via um show em meio aos simples mortais...
Os Stones chegam dentro de um carro forte! Ou é uma carrocinha de cachorros? O camarim fica com as janelas cheias de fãs e o luxo dado às estrelas são duas dúzias de laranjas!!!
Keith está quase morto e ainda não criou sua persona de palco. Portanto, Mick brilha sózinho. Lê Shelley como homenagem a Brian, que morreu dois dias antes. Soltam borboletas brancas no palco, centenas que saem de caixas de papelão...sim, é patético.
Moças feias sobem ao palco e são expulsas. Tudo é mal feito e mal executado. Hells Angels fazem a segurança. Mick Taylor faz sua estréia aos 19 anos. O filho de Jagger e Marianne, Nicholas, parece adorar o tio Charlie Watts. ( Uma pesquisa diz que em 1967 Bill Wyman dormiu com 236 mulheres diferentes. Brian com 170 e Mick com 86. Keith com apenas 3 e Charlie apenas com sua esposa ).
Sexo é perigo. O show é uma merda mas é fascinante por ser perigoso. Os Stones sempre foram sexys como uma banda black. Não é apenas diversão, é uma experiência. Se deu certo ou errado não importa. Há alí uma história para ser narrada.
Hippies místicos se reúnem em Chelsea. Velhos very british pescam alheios a tudo. Atores pregam contra o capitalismo. E uma criança, da minha idade?, olha para a câmera com seu lenço vermelho amarrado no pescoço e a barriga gorda de fora.
Shows hoje são limpos demais!
O mundo está ficando tão clean, tudo tão bem feito, tão correto, que ver esse show, feito na Londres hiper-educada de 69, é como ver gente de outra raça e de outro planeta em ação. Mundo irreconhecível.
Tem de ser visto e revisto.
Como dizia o grande Ezequiel Neves, é descaralhante!
Falei em perigo? E os shows de rock? Viraram o que? Festinha de quinze anos? Show em Vegas?
A sujeira abunda no Hyde Park neste show de 69. O palco é tosco e o povo tem uma multidão de tipos em overdose de ácido. Na última música Jagger flerta com Dionisius. E tem um grupo folk da Jamaica que não é samba! ó ingleses... Paul MacCartney aparece em meio ao povo no gramado...sempre são...não é funny? Tempo em que o cara da banda mais popular via um show em meio aos simples mortais...
Os Stones chegam dentro de um carro forte! Ou é uma carrocinha de cachorros? O camarim fica com as janelas cheias de fãs e o luxo dado às estrelas são duas dúzias de laranjas!!!
Keith está quase morto e ainda não criou sua persona de palco. Portanto, Mick brilha sózinho. Lê Shelley como homenagem a Brian, que morreu dois dias antes. Soltam borboletas brancas no palco, centenas que saem de caixas de papelão...sim, é patético.
Moças feias sobem ao palco e são expulsas. Tudo é mal feito e mal executado. Hells Angels fazem a segurança. Mick Taylor faz sua estréia aos 19 anos. O filho de Jagger e Marianne, Nicholas, parece adorar o tio Charlie Watts. ( Uma pesquisa diz que em 1967 Bill Wyman dormiu com 236 mulheres diferentes. Brian com 170 e Mick com 86. Keith com apenas 3 e Charlie apenas com sua esposa ).
Sexo é perigo. O show é uma merda mas é fascinante por ser perigoso. Os Stones sempre foram sexys como uma banda black. Não é apenas diversão, é uma experiência. Se deu certo ou errado não importa. Há alí uma história para ser narrada.
Hippies místicos se reúnem em Chelsea. Velhos very british pescam alheios a tudo. Atores pregam contra o capitalismo. E uma criança, da minha idade?, olha para a câmera com seu lenço vermelho amarrado no pescoço e a barriga gorda de fora.
Shows hoje são limpos demais!
O mundo está ficando tão clean, tudo tão bem feito, tão correto, que ver esse show, feito na Londres hiper-educada de 69, é como ver gente de outra raça e de outro planeta em ação. Mundo irreconhecível.
Tem de ser visto e revisto.
Como dizia o grande Ezequiel Neves, é descaralhante!
A VOLTA AO MUNDO EM 80 DIAS- JULIO VERNE
Bela edição ilustrada! Digna desse livro tão divertido. Fogg vai de Londres a Suez, para a India, para Hong Kong e Japão e cruza os EUA. Parada breve em Singapura, que é o lugar que parece mais interessante. O racismo abunda no livro. Raças não européias são tratadas por nomes como energúmenos ou bestas. É um racismo racional, o melhor humano é aquele que domina a técnica e a indústria. O primitivo é na melhor das hipóteses um idiota, na pior uma fera. Maldito século XIX.
Frustra um brasileiro perceber que Verne foi um grande best-seller. Assim como dói saber que Walter Scott foi, em 1820-1840, o maior vendedor de livros de toda a história. Ou seja, estamos quase dois séculos atrasados, pois só agora, de poucos anos para cá, um autor consegue ficar rico com livros. Well...
Verne conseguiu seu sucesso usando a ciência de então. A Europa estava no frenesi de descobertas, descobertas da ciência e descobertas geográficas. Verne une as duas coisas. E não se esquece da ação, que nunca cessa. É quase cinema.
Não acho que um garoto de 12 anos irá gostar de Verne hoje como eu gostei. Talvez Twain e Stevenson tenham envelhecido melhor. Mas os livros de Verne ainda são base para livros de aventuras de agora. E filmes também. O herói frio, o ajudante atrapalhado, a mocinha salva, o cenário misterioso e exótico. A corrida contra o tempo que se encurta.
É o modelo ainda usado em 2013. E não mostra sinais de abandono iminente. Verne deve estar rindo de onde estiver.
ELMORE LEONARD E A LITERATURA INFANTIL
O estilo de Elmore Leonard nasceu com Dashiell Hammett e não com Heminguay. Heminguay tem umas quedas à filosofia e fatalismo romântico que inexistem em Elmore. Os diálogos dele, que para os jovens leitores vão recordar Tarantino, são 100% Hammett. Lendo Dashiel sempre imagino um filme de Quentin, lendo Heminguay penso em John Huston.
Li um monte de livros de Elmore Leonard nos anos 90. Eles são todos bons e gostosos de ler. Fáceis de achar, em sebos voce acha muitos. Os melhores são os de western. Filmes vi todos. Nunca vi um filme ruim baseado em Leonard. Joe Kidd, de 1971, com Clint Eastwood é o menos bom. Hombre de Martin Ritt com Paul Newman talvez seja o melhor. Jackie Brown é muito bom. O filme de Soderbergh com Clooney e Lopez é maravilhosamente esperto.
Se eu fosse escritor eu adoraria escrever como Elmore Leonard. É o melhor estilo para 2013. Curto e direto. Objetivo e muito visual. Sem bobagens, sem gordura e sem pretensão. Muita gente segue essa trilha, mas a maioria cai na pior das armadilhas que esse estilo apresenta: o tédio ou a superficialidade total. Confundem simplicidade com vazio, objetividade com superficialidade.
Dá uma lida e me conta.
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Comecei um curso de literatura infanto-juvenil. Maravilhoso.
Tem certos chavões que são tão verdadeiros que ninguém percebe. Como é a professora? Maravilhosamente distraída, sorridente, cheia de ideias, viva. Curiosa, deslumbrada, parece que tem asas nos pés. Ou seja, é uma professora de literatura infantil que traz no corpo e na alma as marcas de Emilia, Peter Pan ou do Gato de Botas.
Adoro.
UM SHOW RUIM E UM SHOW EXCELENTE...BLIND FAITH E THE FACES
Assisti a 3 show em dvd recentemente. Sobre os Stones no Hyde Park falo depois. Antes, o Blind Faith, também no Hyde Park.
Blind Faith foi considerado o primeiro super-grupo da história e com eles já se percebe, super-grupo não significa grupo bom. O Blind Faith nunca funcionou.
O único disco deles saiu em 1969 e eu o comprei, em lançamento exclusivo do Museu do Disco, em 1981. Viajei no disco, viajei porque fui sempre fã de Winwood, Clapton e Ginger Baker, mas é um disco decepcionante. E no show a gente vê porque. A banda não se aquece, não solta faísca, parece com sono, sem vontade. Os caras se dão bem, não é inimizade, eles apenas não acontecem.
Steve Winwood, recém saído do Traffic, com apenas 20 anos, parece ficar todo o tempo admirado com a presença de Eric Clapton. Eric, com apenas 25 anos, já era a tempos o deus da guitarra. Toca maravilhosamente bem, mas está sonado. E há Ginger Baker na bateria e ver Ginger tocar é sempre emocionante.
O toque de Ginger é completamente original e até hoje não surgiu alguém que toque como ele. É uma mistura de beat apache, ritmo tribal africano e muito jazz. Uma figuraça! O que faltou? Alguém com fogo, com paixão.
Paixão sobra nos Faces. Show de 1973, ele começa com troupe de garotas dançando can can. O video do tube cortou as moças, no dvd elas ficaram. A banda entra e bota pra capar. É a melhor banda de bar do mundo, um tipo de irmãos Marx do rock inglês.
Rod Stewart começa com uma vaidade quase irritante, mas se esquenta e toma o show no colo. E que voz é essa? Lembro que em 1976 eu e meus bros da escola conversávamos sobre qual a best voz do mundo. Robert Plant vencia, mas Rod era melhor. Ao vivo ele arrasa!
Ron Wood dá uma aula de slide e Ronnie Lane foi um puta contra-baixo. Em The Borstal Boys a banda atinge um pico de fogo. Ian MacLaglen se exibe no teclado e Kenny Jones vira punk estraçalhando a bateria. Ao final, uma canção a capella, a banda em êxtase e os fãs em orgasmos múltiplos.
Tudo o que Blind Faith não conseguiu sobra nos Faces.
Ou melhor, o que falta a 99% das bandas sobra nos Faces.
Enjoy it!
Blind Faith foi considerado o primeiro super-grupo da história e com eles já se percebe, super-grupo não significa grupo bom. O Blind Faith nunca funcionou.
O único disco deles saiu em 1969 e eu o comprei, em lançamento exclusivo do Museu do Disco, em 1981. Viajei no disco, viajei porque fui sempre fã de Winwood, Clapton e Ginger Baker, mas é um disco decepcionante. E no show a gente vê porque. A banda não se aquece, não solta faísca, parece com sono, sem vontade. Os caras se dão bem, não é inimizade, eles apenas não acontecem.
Steve Winwood, recém saído do Traffic, com apenas 20 anos, parece ficar todo o tempo admirado com a presença de Eric Clapton. Eric, com apenas 25 anos, já era a tempos o deus da guitarra. Toca maravilhosamente bem, mas está sonado. E há Ginger Baker na bateria e ver Ginger tocar é sempre emocionante.
O toque de Ginger é completamente original e até hoje não surgiu alguém que toque como ele. É uma mistura de beat apache, ritmo tribal africano e muito jazz. Uma figuraça! O que faltou? Alguém com fogo, com paixão.
Paixão sobra nos Faces. Show de 1973, ele começa com troupe de garotas dançando can can. O video do tube cortou as moças, no dvd elas ficaram. A banda entra e bota pra capar. É a melhor banda de bar do mundo, um tipo de irmãos Marx do rock inglês.
Rod Stewart começa com uma vaidade quase irritante, mas se esquenta e toma o show no colo. E que voz é essa? Lembro que em 1976 eu e meus bros da escola conversávamos sobre qual a best voz do mundo. Robert Plant vencia, mas Rod era melhor. Ao vivo ele arrasa!
Ron Wood dá uma aula de slide e Ronnie Lane foi um puta contra-baixo. Em The Borstal Boys a banda atinge um pico de fogo. Ian MacLaglen se exibe no teclado e Kenny Jones vira punk estraçalhando a bateria. Ao final, uma canção a capella, a banda em êxtase e os fãs em orgasmos múltiplos.
Tudo o que Blind Faith não conseguiu sobra nos Faces.
Ou melhor, o que falta a 99% das bandas sobra nos Faces.
Enjoy it!
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