AGONIA E ÊXTASE, FILME DE CAROL REED SOBRE UM INDIVÍDUO. E O FILME DE NOLAN.

Li recentemente a afirmação de que a Reanscença criou o homem como indivíduo. Claro que Julio César e Platão foram personalidades completas, mas é na renascença que pela primeira vez o Homem se vê sozinho diante do Universo. Crendo em Deus ou não, ele está só com sua vida e deve fazer dela aquilo que lhe é reservado. Isso, em 1350, era novo, único, inusitado e isso dura mais ou menos até hoje. ------------ No digno filme de Reed ( Carol Reed foi um grande diretor inglês ), Michelangelo se vê às voltas com a pintura da Capela Sistina e com o Papa Julio, um papa guerreiro. Charlton Heston faz o artista, e faz com mérito. Tememos o tempo todo que ele imite Kirk Douglas fazendo Van Gogh, mas não. De todo modo, Rex Harrison engole e janta Heston. Estupendo ator, Harrison faz um Julio delicioso. É maravilhoso prazer ver ator como Rex Harrison. Ele parece ter gosto em atuar e assim temos gosto em olhar para ele. ---------------- Mas eu preciso falar de uma produção atual que obviamente não irei assistir. É a nova versão da Ilíada, feita por Nolan. A linguagem será a mesma de uma versão POP tipo HQ e Aquiles será feito por Ellen Page que agora é Elliot. Já Helena será, óbvio, negra. E realmente feia. WEEELLLL....leio o crítico dizendo que o objetivo é desmerecer a cultura branca, machista etc etc etc. Mas dá pra ir mais fundo. O que acontece é a destruição da Renascença. -------------------- Tudo no wokismo pede a vulgarização da pessoa. Não mais herois, não mais personalidades imensas, não mais INDIVÍDUOS ÚNICOS. Diversidade que possui cardápio, voce pode ter mil sexos, mas não pode sair do woke. Quando voce coloca Helena, a mulher tão bela que provocou uma guerra, como uma mulher comum, voce está dizendo que a mulher mais linda do mundo não existe, ou melhor, ela NÃO DEVE EXISTIR. Do mesmo modo, o heroi, Aquiles, é uma pessoa frágil, assim como o mais frágil dos meninos do ensino médio. Aquiles nada tem de especial. ------------------- A mensagem é clara ( desculpe pelo clara ), ninguém é especial, ninguém é único. Jung deve estar irritado se pode nos ver. --------------------- O filme de Carol Reed tem efeito contrário. Ele afirma a certeza de que existem gênios, que seres humanos podem ser gigantes e de que devemos e podemos ser como eles. Ou tentar ser. Voce termina o filme se sentindo um pouco artista e um pouco menos banal. E se sentir especial e único é tudo que nosso tempo não quer que sintamos.