MEU NOME É COOGAN

   Assista este filme. Feito por Don Siegel em 1968, é, além de um ótimo filme policial, uma crônica sobre um tipo de sociedade que se estabeleceu no mundo desde então.
   Clint Eastwood é um sheriff que vive à vontade no Arizona. Mas ao cometer um erro, transar ´com uma mulher casada no horário de trabalho, é transferido para New York. Vestido como um cowboy chique dos anos de 1960, ele entra em choque e aprende tudo sobre a nova época, o tempo dos então hippies e que hoje seriam nossos jovens antenados de 2020.
  Primeira imensa surpresa: Já está tudo lá. O que vemos agora no enfrentamento Trump X Esquerda, está explícito no mundo da NY de 68. Drogas, sexo gay, feministas, tudo está nas ruas, tudo entra em conflito com o aturdido sheriff. Esperto, ele se aproveita do que aquele mundo pode lhe oferecer, tem uma noite de sexo com uma hippie, mas nunca deixa de ser o que ele é: um homem dos anos 50. O filme mostra que a lei já é relativa, os direitos são imperativos, e todo jovem se acha superior à qualquer ordem simplesmente por ser jovem. Mas vamos falar de cinema...
  O filme tem diálogos, muitos diálogos. E eles nunca são chatos. E jamais tentam ser brilhantes. Os personagens falam porque na vida nós falamos muito. É um filme de ação, mas a ação só aparece quando há um motivo construído para ela acontecer. Nada é gratuito. Don Siegel, grande diretor que só se tornou famoso em seus últimos dez anos de vida ( teve uma carreira de mais de 30 anos de filmes ), dirige sem afetação. Ele narra. Com imagens. E o filme não tem uma só cena que não seja parte da linha narrativa. Quanto à Eastwood...bem...ele acabara de voltar da Italia e começa aqui seu estrelato nos EUA. O resto do mundo já o conhecia. Nos EUA era ainda o canastrão da TV. Ele está perfeito. Impecável é a palavra.
  Aproveitei para rever no dia seguinte DIRTY HARRY. Mesmo diretor, mesmo ator, mesmo tema. Mas agora a cidade é San Francisco e o ano é 1971. Três anos mais tarde, a violência aumenta e o personagem, Harry Callahan é um cowboy que nasceu na cidade, é muito mais amargo. Dirty Harry inaugura tudo que se fez depois em filmes policiais. Em sua época nunca ninguém tinha pensado em botar na tela tudo o que lá se exibe: a figura do tira solitário, a ação como centro do roteiro e não mais o diálogo, um herói antipático, a completa ausência de cenas de alívio cômico, a pistola como peça de fetiche. Tudo criado neste soberbo filme, crônica brilhante sobre o conflito insolúvel entre a moral e a lei, a vingança e a bondade.
  Em ambos os filmes deve se dar valor à trilha sonora de Lalo Schiffrin. Não existem mais trilhas assim. Jazz e funk, sinfonia e Pop, horror e silêncios...gênio.

ROCKETMAN. MAIS UM FILME SOBRE ROCK....

   Este filme é bem melhor que o filme do Queen, assim como Elton é bem melhor que a banda de Brian May e Mercury. Mas...Elton está vivo e isso é uma desvantagem. Ele não é um mártir. Sempre digo que se Mick Jagger tivesse morrido em Altamont ele seria um deus. Mas ele teve o "azar" de sobreviver a seu tempo e hoje é "apenas" uma big super estrela.
  A primeira hora deste filme, a que fala da infância e do encontro com Bernie Taupin é perfeita. O roteiro dá a Taupin o crédito que ele merece. O filme tem bastante humor e não engana, Elton era um gordinho tímido nada rock n roll. Na parte final o filme cai muito. Se rende à pena, ao velho esquema de drogas e decadência. OK, Elton passou pelo inferno. Sabemos disso. Mas foca na glória please.
  O inicio, Elton fantasiado indo a terapia é muito bem sacado. Assim como o final, com as fotos verdadeiras sendo comparadas às cenas do filme. Mas fica algo no ar...uma sensação de "cadê o resto?"
  Entre 1970-1977 Elton foi quase tão grande quanto os Beatles. Eu vivi o fim do reinado e sei o que digo. Ele é até hoje, depois de Michael Jackson, o artista solo que mais vendeu discos. No geral é o quarto. Desde 1970 até 2020, 50 anos!!!!, de estrelato ininterrupto. Gravou alguns dos melhores álbuns que ouvi na vida. E algumas das mais perfeitas canções já cantadas. Um gênio de direito. Um fenômeno. Herdeiro de Elvis. Dos Beatles. Do POP absoluto e original.
  O filme NUNCA transmite sua grandeza. Mas eu pergunto: Que filme transmitiu a grandeza de seu homenageado? De Miles à Hendrix, de James Brown à Bowie, eu vi todos e nenhum satisfaz. O pior é o de mais sucesso, Freddie Mercury reduzido à quase cartoon de si mesmo. Este é apenas um fofo brinquedo gay.
  Um filme OK.

JOSEY WALES, UM GRANDE, MAJESTOSO, PERFEITO FILME.

   Ele cospe tabaco. Em cachorros, escorpiões, insetos, mortos. E tem os olhos apertados, olhos que nada mais dizem a não ser ódio. Ele lutou na guerra civil pelo lado perdedor. E não quis se render. A guerra acabou, mas ele continua sendo um perdedor. E é caçado. Do Kansas ao Texas.
  Seu nome é Josey Wales e na primeira cena do filme ele ara a terra. Na última ele retorna à terra. Clint Eastwood em 1976, ano do filme, não era levado à sério por crítico nenhum. Era o velho problema que só hoje eu percebo: a crítica era de esquerda e Clint era de direita. Então ele estava fora. Não era mais considerado que Burt Reynolds ou Robert Aldrich. Eram párias perante o povo bem pensante. Estes só tinham olhos para Robert Altman. E Redford. Quando lançado este filme foi visto apenas como mais um western violento para um público bronco. Nada mais. 
  Em 1990 Clint começou a ser levado à sério porque os ares políticos mudaram. Seu filme de então, Coração de Caçador, pagava tributo à John Huston e os críticos chatos começaram a achar o óbvio: havia muito cérebro em Eastwood. Em 1992 veio os Imperdoáveis e o resto voce sabe. Ele virou Mito. O último Mito do cinema ainda vivo.
  Josey Wales dura quase 3 horas, horas que passam em absoluto deslumbramento. Clint dirige com segurança de John Ford e enche o filme de humor misturado à muita raiva e drama. Recheado de personagens fantásticos: a velha, o índio easy going, o garoto, o vendedor de medicina, a índia que sabe fazer tudo, o filme nos hipnotiza a vista. A fotografia de Bruce Surtees é deslumbrante e Jerry Fielding fez uma trilha sonora que nunca invade a ação, ela a conduz. O roteiro, de Philip Kauffman ( diretor de Os Eleitos e de tantos outros filmes ), não se perde jamais. Os acontecimentos não cessam. Há muito de picaresco no filme, Josey é como um desses personagens do século XVI, um Lazarilo em USA.
  Um dos mais perfeitos westerns que já vi, este filme é porta de entrada para quem quiser conhecer o gênero. Talvez seja o mais amado dos filmes de Eastwood. Veja. Aproveite este prazer. Dê este presente a si mesmo.

 

Queen - Somebody To Love in Sao Paulo, Brazil 1981



leia e escreva já!

BOHEMIAN RHAPSODY VISTO APÓS UM ANO

   O diretor é Bryan Singer, e eu não lembrava disso. Então já imagino um investidor dizendo; O sobrenome dele é Singer, ótimo para um filme sobre um cantor! Contrata! Melhor ainda! A cara desse ator....parece um mutante! Não foi Bryan Singer o diretor dos X MEN ? Contrata esse diretor já!!!!!!
  Não dá pra levar a sério um filme que coloca o Rock in Rio em 1978. Que faz canções de 1980 serem compostas antes de outras de 1977. Mas ok, isto é apenas cinema, não é um livro sobre o Queen. Mas caramba! Quem é esse cara? Um indiano com uma cabeça enorme, dentes de cartoon, corpo de boneco, e dois olhos esbugalhados. Como não rir? É o Professor Aloprado made em Zanzibar! O ator emite as falas chupando os dentes, arregala ainda mais os olhões, e pior de tudo, usa uma peruca que faz com que ele fique mais parecido com um Mick Jagger mutante que com um Freddie Mercury do cinema. Freddie não parecia baixo, seus dentes não eram tão absurdos e por favor! Ele tinha olhos comuns! Passo metade do filme rindo de tudo, parece Monty Python, como levar aquilo a sério?
  Então ele corta o cabelo e vira um mini Mercury frágil. Freddie era um gay tipo macho, este ator faz o estilo "fofo para os anos 2020". Cansei....
  Brian May e os caras até se salvam. Roy Thomas Baker, um dos maiores produtores da história, aparece no filme apenas como o "cara na cabine". E a relação de Freddie com Mary é quase a de Peter e Sininho...que fofura.
  Tudo culmina com o Live Aid. Mentem. Não fazia anos que eles não tocavam. Haviam tocado em janeiro e o Live Aid foi em julho. Em janeiro de 1985 tocaram aqui, no Rio, em julho estavam em Wembley. Pra que mudar isso?
  É uma das piores bio de rock do cinema.

NASCE O CINEMA MODERNO: POR UM PUNHADO DE DÓLARES, A FANTASIA DE TERCEIRA MÃO QUE SE TORNA A RAIZ DE ONDE NASCE UMA FLORESTA.

   Leone pega Kurosawa e finge que a Espanha é o México. Convida um ator da TV americana pra estrelar a brincadeira. No roteiro, o herói quase não fala, sua atuação é só olhares e movimentos, lentos, do corpo. As cenas de ação se parecem com histórias em quadrinho, violência gráfica, nada real, angulosa e coreográfica. A moral não há, única mensagem possível é: sobreviva e tome uma grana dos trouxas. A trilha sonora é tão importante quanto as imagens, a música fala mais que os diálogos. Vale tudo neste filme: o samurai vira cowboy, mas o cowboy existe em um mundo que só houve nos filmes. Este México é feito de italianos, a paisagem é espanhola e os nomes das personagens são tão falsos como é o ruído amplificado dos tiros. Cada tiro é uma bomba de canhão. Clint vira Toshiro Mifune, é um japonês zen que só existe na cabeça de Leone.
   Tudo está aqui, o cinema POP dos próximos cinquenta e tantos anos nasce aqui, já pronto. O italiano Leone pega Kurosawa e filma cena por cena Yojimbo. Todo mundo irá beber aqui, mas só mais tarde, á partir de 1985, 86...em seu tempo, 1964, é apenas um filme C, ignorado por críticos marxistas e adorado pelo povão sem arcabouço cultural.
  É o melhor filme de Tarantino.

O AMADURECIMENTO DO BRASIL

   Estamos no longo processo de amadurecimento do Brasil. Ele começa em 2002 mais ou menos em se estende até ninguém sabe quando.
  2002 foi a euforia infantil. Copa do Mundo e o tal "Presidente dos Pobres " no poder. Depois veio a Copa feita aqui, roubos à vontade, e de troco a Olimpíada, feira de mentiras, o Rio não enriqueceu, o Brasil não virou potência olímpica, as dívidas ficaram.
  Com a eleição de Bolsonaro, um milagre absoluto, que não é incensado por não fazer parte da turminha que dá status "histórico" às coisas, duas coisas passam a incomodar o país, a cobrar amadurecimento, a transformar a história desta terra.
  Primeiro. A derrubada do paradigma de que "todo intelectual" é um cidadão do bem. Isso esteve sempre gravado e tatuado na nossa carne e alma. Filhos da ignorância, sempre acreditamos que um filósofo, um sociólogo, um professor, um historiador, é, por ter visto as tais luzes, um ser bom, justo, comprometido com o bem de todos. Isso, felizmente, acabou. Intelectuais são vistos agora como são: humanos. Talvez mais narcisistas. Talvez mais autoritários. Talvez mais teimosos. Seus cérebros bem fornidos de nada servem se não tiverem olhos abertos e coração mutante.
  Segundo. A morte dos "Formadores de Opinião". Essa odiosa ditadura, muito fascista, de que a turma do Leblon e da PUC sempre sabe o que é bom pra todos nós, meros consumidores daquilo que eles dizem ser digno de ser consumido. Deve doer muito para um jornalista ver que o Zé da Comunidade tem mais seguidores que ele. Que sua página na Folha é apenas UMA folha entre milhões de outras. Democracia como não havia desde Atenas e seu povo na praça.
  Por serem dois movimentos sem ordem e sem partido, são vistos pela esquerda, sempre partidária e ordenada, como "coisa da direita". Sendo assim, a hiper democracia da internet e o fim dos "doutores sábios", não são cantados pelos menestréis da USP.
  O que os menestréis não entendem é que seu tempo acabou.
  O povo descobre por si mesmo que o trans é um monstro e que o doutor vendeu gato por lebre.
  Sinto muito. O brasileiro tá botando as manguinhas de fora. Sem a ajuda da Globo e sem a tutela de um partido.
  Isso é que eu chamo de milagre. Bolsonaro é apenas um sintoma. Vem muito mais por aí...Graças a Deus.

MEU PAI EM 1984 E EU EM 2020

   Meu pai nasceu em 1926. No norte de Portugal. Mundo sem rádio, sem Tv, claro, sem cinema. Nunca iremos entender a mente de alguém que não cresceu vendo imagens de New York, do Japão ou de um avião sobrevoando o mar. Sem essas tecnologias, o mundo dele era um universo de ouvir falar. Ele nunca vira uma girafa ou um prédio com 10 andares até ir à cidade do Porto, já aos 18 anos. É um tipo de mente onde sua vila é o mundo inteiro. Onde pessoas da família são muito maiores do que podemos hoje sequer imaginar. Não havendo o escape do "mundo vindo até nós", o mundo é aquilo que podemos tocar e cheirar. As 200 pessoas da aldeia são o planeta inteiro.
   Meu pai tinha 18 anos em 1944. Fosse russo ou alemão teria lutado na guerra. Nesses países, vivendo no desespero da invasão, meninos de 15 anos já eram convocados. Tivesse nascido lá, eu provavelmente nunca teria nascido. Na aldeia dele a segunda guerra era coisa mais distante que o Rio ou SP. Entre ele e os aliados ou os nazis havia uma Espanha de distância. E para o jovem meu pai, uma Espanha equivalia a Saturno para mim em 2020.
  Quando veio para o Brasil ele tinha 24 anos. Era 1950 e fazia duas semanas que o Brasil perdera a Copa em casa. Ele andava pelo Rio impressionado com duas coisas: negros e a quantidade de carros. Meu pai nunca vira um negro na vida. E em Lisboa não havia a confusão de ruas e bondes que havia aqui. Ele logo veio morar em São Paulo, na Barra Funda, e se espantara com a imensa distância entre SP e Rio. Amigo era seu primo, que cruzara o oceano cinco anos antes. E na solidão de trabalho e casa, meu pai se apaixonou pelo cinema. Nas ruas e avenidas, São João, Ipiranga, São Bento, ele iria assistir até 3 filmes por dia, em um tempo em que se lançavam até 20 filmes novos por semana na cidade. MGM e Paramount, Fox e Warner, Columbia e Universal, esses logos e marcas eram suas guias. Como todo frequentador de filmes, ele sabia que cada companhia tinha um tipo de produto. Meu pai evitava musicais e filmes de "mulher". Ele amava faroestes e filmes de ação, filmes de "homem". John Wayne, Burt Lancaster, James Stewart e Kirk Douglas eram seus atores favoritos. Se os filmes fossem com eles, ele comprava o bilhete. Nunca se arrependia. Um ator era o filme.
  Quando nasci meu pai tinha 36 anos. Ele torcia pelo Santos de Pelé e morava no Caxingui, o melhor bairro do mundo porque é o bairro onde eu nasci. O Caxingui era uma festa feita de riachos, ruas de terra e áreas vazias. Foi minha aldeia durante meus primeiros dez anos. Até hoje é meu Valhala e meu Camelot. TV eu via desde sempre, rádio sempre ligado, mas mesmo assim era meu bairro meu universo. California e Japão eram no Caxingui. Ultraman, Speed Racer e Rin Tin Tin viviam por lá.
  Esqueci de dizer que em SP meu pai se espantara com os japoneses. Que raça era essa que ele nunca vira? Para mim, o Caxingui era núcleo de japas, o Japão era aqui. Eu achava que em todo o Brasil 60% das pessoas eram do Japão.
  Estou escrevendo isto porque não me sinto velho. Mas na minha fase de auto avaliação, sei que começo a me distanciar do futuro. Meu pai tinha a idade que tenho hoje em 1984. E como acontece comigo, um certo tipo de filme de 1984 não o interessava mais. Assim como eu, ele não se via mais em atores típicos da época. Assim como pouco me importa quem é o ator que fez Freddie Mercury ou quem ganhou o Oscar este ano, meu pai pouco ligava para William Hurt ou Kevin Kline, os atores da moda em 1984. Ghostbusters ou Amadeus lhe eram indiferentes.
 Estarei eu me alienando? Será?
 Mas então lembro de uma coisa: meu pai amava os filmes de Mel Gibson. Eddie Murphy. Stallone. Arnold. Bruce Willis. E eram esses, e não Al Pacino, os John Wayne e Kirk Douglas de 1984. Assim como em 1960 meu pai pouco ligava para Marlon Brando ou Laurence Olivier, em 1984 ele pouco se lixava para Robert de Niro ou Woody Allen. E eu nisso?
  Se não me vejo no novo ator frágil de Hollywood ou na nova atriz da Espanha, é porquê esse é meu gosto e não sinal de envelhecimento. Um ator da escola de Steve McQueen ou Clint Eastwood sempre vai me impressionar. E se neste ano há poucos nesse estilo, o problema é da moda e não meu.
  A queda de meu interesse em cinema atual é um enjoo. Os filmes, em sua maioria, não são feitos para mim. A entrega do Oscar exibe gente que não gosto. Gente que eu jamais convidaria para uma viagem. Ou mesmo um café. Isso não ocorre porque estou velho. Isso ocorre porque eles são da velha escola James Dean: ambíguos sexualmente e infelizes afetivamente.
  Meu mundo não está nesses filmes que hoje ganham festivais e o hype da crítica. Eles são aqueles que passam ao lado. Alguns superam recordes de bilheteria, mas não entram nas listas de melhores do ano e definidores deste tempo.  São os filmes de Charlton Heston de hoje, outro ator que meu pai adorava.
  Não me sinto velho diante do cinema de 2020. Sinto que os filmes ficaram modorrentos. Chatos. Assim como com o rock, são jovens envelhecidos aos 20 anos fazendo coisas que nos convidam a querer morrer.
  Tou fora baby.

DESCARTEANDO

   Algumas vezes em minha vida tive uma fase como esta. Descarteando. Vem de Descartes. Duvidar de tudo e então manter apenas as certezas.
   Será que eu gosto realmente de ler? Chego até esse ponto de auto indagação.
   Amo cinema? Gosto realmente de Bergman? Buster Keaton? Fellini?
  O Roxy Music é minha banda favorita?
  Inverno ou verão?
  Algumas respostas vêm logo. Para todas feitas acima a resposta é sim.
  Mas descobri vários amores que morreram ou que foram ilusões.
  Limpo minha mente, limpo meu coração. Abro espaço.
  Lendo este blog voce sabe o que morreu.
  E o que venceu mais uma batalha.

Happy Mondays - Step On (Official Music Video)



leia e escreva já!

ARCH ENEMY - Nemesis (Ao vivo em Wacken 2016)



leia e escreva já!

DOIS MESES DE MÚSICA

   Neste meu reencontro com um tipo de rock "não filtrado pelo gosto da imprensa musical", eis o que andei ouvindo... ( Com notas e de forma objetiva )
   Arch Enemy- Rise of The Tyrant....2
  Jack Johnson...To The Sea......2
  Muse-The Second Law.....1
  Arch Enemy é metal sueco com cantora que tem voz de homem. É melódico e fala daquelas coisas medievais. Falta originalidade. Jack é apenas um Chris Isaak do mar. Prefiro o de San Francisco. Muse seria bom se o cantor não fosse um Bono Vox histérico.
  White Stripes- Elephant.....7
  Offspring- Americana.......1
  The Best of Jethro Tull....5
  White Stripes é legal. Envelheceu bem. Offspring eu não reouvia desde 1999. Vinte anos! Parece ter uns 50. Impossível de se escutar agora. O Jethro tem um album que gosto muito, Aqualung. Esta coletânea, 20 canções, tem 4 que são ótimas.
  Black Sabbath volume 4......8
  Sabbath Bloody Sabbath.....DEZ
  Sabotage........4
  Paranoid............7
  Black Sabbath first album.....5
  Eu sei que Paranoid foi eleito o maior album metal da história, mas não acho isso. Bloody é um maldito de um disco perfeito. E o Volume 4 é o ensaio para se fazer o Bloody. Sabotage é o mais pesado e é o menos criativo. Pior capa da história do mundo!
  The Doors.......8
  Morrison Hotel.....8
  LA Woman......9
  Redescobri que Jim foi o cara. The Doors tem a insuportável The End. Morrison Hotel é um belo album de estrada e LA Woman é quase perfeito.
  Gorillaz.......6
  Judas Priest-British Steel.....6
  Metallica Album Preto.....DEZ
  Jeff Beck-Blow by Blow......7
  Gorillaz eu nunca tinha escutado o disco inteiro. É uma versão inglesa dos discos do Beck. Ok. Judas Priest é considerado o terceiro maior disco de heavy da história. Não é heavy! É glitter. Lembra Sweet. Lembra até Suzi Quatro. Gostei. Mega POP. O Album Preto é imenso. Jeff Beck é o melhor guitarrista da história. E que nunca gravou um disco perfeito. Dizem que ele é impossível de conviver e por isso nunca durou numa banda. Este disco, instrumental, é jazz rock que dá pra ouvir. Jazz rock é muito chato, mas este é legal porque é bem funk. A versão dele de She's a Woman é de cair de quatro.
  Rush- 2112........6
  Genesis-Whutering and Wind.....ZERO
  Sim, até prog fui xeretar. O disco do Genesis é impossível de ouvir. Chaaaaaatooooooo. Já o Rush foi uma surpresa! Geddy Lee tem voz de pernilongo, mas o som é bem dinâmico. Não é chato não.
  ZZ Top- Tres Hombres......5
  Happy Mondays-Pills and Thrills.......6
  The Stone  Roses........5
  A banda de Shaun Ryder é mais divertida e muito mais dance. Os Roses são passado bem distante. A voz de Ian enche o saco. Já o ZZ é sempre o mesmo.