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HARAKIRI/ WYLER/ GATO DE BOTAS/ LOSEY/ RAY/ REDGRAVE

   HARAKIRI de Masaki Kobayashi
Estarrecedor. Vencedor do Oscar de filme estrangeiro, trata-se de uma obra-prima amarga. Através de angulos de câmera precisos e de um ritmo solene, o que assistimos é um retrato da vida em seu aspecto mais puro: a dor da fome e da quebra de um mundo. Samurais em tempo de paz são inuteis. Sem trabalho, passam fome, e envergonhados, pedem para que nobres os deixem praticar o harakiri em seus palácios. Um jovem é obrigado a se matar com espada de bambú, o que seria errado. Um outro samurai aparece para também se matar, mas antes conta sua história. A cena da morte por harakiri é bastante forte, aprendemos todo o ritual japonês. Mais terrível é a crítica social que há no filme, o harakiri como um modo de se eliminar guerreiros incômodos. Mas eles crêem nesse ritual e o seguem com exatidão. O filme tem a exibição de aspectos da vida que eram corajosamente mostrados pelo cinema japonês da época. O dilaceramento da carne e da alma exibidos em detalhes. Há uma cena em meio a bambuzal com vento que é uma das mais belas ( e terríveis ) cenas do cinema. Aqui Kobayashi atinge a perfeição. Nota DEZ.
   O ZELADOR ANIMAL de Frank Coraci com Kevin James
O inominável. Kevin é um dos piores humoristas do mundo. Nota Zero Farenheit.
   OS CAVALEIROS TEUTÔNICOS de Aleksander Ford
Clássico medieval do cinema polonês. Centra-se em jovem que promete amar jovem romântica. Isso entre inimigos, cavalos, prados imensos e espadas pesadas. Parece ser um grande filme, mas atenção: a versão existente em dvd é impossível de se ver. Desbotada, imagem encolhida, som ruim. Sem nota.
   O REI DOS REIS de Nicholas Ray com Jeffrey Hunter e Robert Ryan
Ray conseguiu filmar a vida de Cristo sem nenhuma emoção. Na verdade ele se prende mais às intrigas da corte de Herodes e a João Batista. Hunter faz um Jesus Cristo banal, mas Ryan está muito bem como João. O filme frustrará aos cristãos e será indiferente aos descrentes. Nota 1.
   A SOMBRA DA FORCA de Joseph Losey com Michael Redgrave
Um pai alcoólatra, recém saído de clinica, tem dois dias para salvar filho da forca. O filme, magistral, mostra toda a patética tentativa do pai. Ele esquece coisas, não percebe pistas, se enrola em ideias. Redgrave era um gênio. Faz um dos grandes viciados do cinema. E Losey sabia mostrar como ninguém a irreversibilidade do destino. Se o mal pode ocorrer, ele ocorrerá. Este filme tem um dos melhores finais já filmados. Tenso, triste, vazio, soberbo. Nota DEZ.
   A GUERRA DE HART de Gregory Hoblit com Colin Farrell e Bruce Willis
Esquece. Tédio insurpotável. Nota ZERO.
   O GATO DE BOTAS de Chris Miller
Não é um dos grandes desenhos do século de grandes desenhos. Mas é ok. O Gato é uma figuraça e os cenários são lindos. O roteiro se perde do meio para o fim, e conseguimos inclusive perceber erros absurdos. O personagem do Ovo estraga o filme. Nota 4.
   MRS MINIVER ( ROSA DE ESPERANÇA) de William Wyler com Greer Garson, Walter Pidgeon e Teresa Wright
Garson discursou por uma hora ao  ganhar o Oscar por este filme. Foi daí que instituiram o cronômetro na cerimonia. Ela não está especialmente bem. O filme fala de uma familia inglesa e sua vida na segunda-guerra. Wyler foi um grande diretor e há uma cena de gênio: um bombardeio com a familia assustada num porão. Cena feita de explosões que não se vê e de rostos que nada dizem. Mas o filme tem problemas. Todos são bons demais e essa Inglaterra é completamente americana. Winston Churchil dizia que este filme salvara a Inglaterra. Seu sucesso despertou o interesse da América pela guerra ( quando lançado os EUA ainda não haviam se lançado à luta ). Se a importância de um filme se mede pelo impacto social, este é dos mais fortes. Mas é apenas um singelo filme pop tipico da MGM. Nota 6.